Nas décadas de 1930 e 1940, o uso de um gorrinho nas cores do clube foi uma tendência adotada por um bom número de jogadores, mesmo no Rio de Janeiro, onde o verão não oferece tréguas!
Para alguns historiadores do futebol, o tal do gorrinho não era somente uma simples tendência. O referido acessório era uma proteção bem eficiente para cabecear os gomos costurados com barbante das bolas de couro da época!
E por falar em adeptos do “gorrinho”, na edição de hoje lembramos de Índio, o Aloísio Soares Braga, nascido no Rio de Janeiro (RJ) em 22 de maio de 1920.
Criado no bairro de Ramos, Zona Norte da cidade do Rio, o jovem Índio batia a sua bolinha em equipes amadoras da região até meados de 1941, quando foi bem recomendado ao São Cristóvão Athletico Club (RJ), o atual São Cristóvão de Futebol e Regatas.
Com Mundinho e Augusto da Costa como titulares absolutos no time orientado pelo técnico argentino Abel Picabéa, o promissor Índio fez parte do elenco que faturou o Torneio Municipal de 1943.
Depois da saída de Augusto da Costa para jogar no Vasco da Gama, Índio foi aos poucos encontrando o seu espaço no forte esquadrão da Rua Figueira de Melo, especialmente quando foi aproveitado como centromédio direito.
Admirador do futebol praticado pelo astro Domingos da Guia, o destemido Índio jogava em qualquer posição das linhas de defesa ou meia-cancha, tamanha sua facilidade na distribuição de bola!
Índio permaneceu nas fileiras do São Cristóvão até o findar de 1947, quando os entendimentos de sua transferência para o Fluminense Football Club (RJ) foram confirmados.
Outro trio final que deu o que falar no disputado cenário carioca! Castilho em pé e Índio e Lorenzo agachados. Crédito: revista Esporte Ilustrado número 585 – 23 de junho de 1949.
O equilibrado trio médio do Fluminense. Partindo da esquerda; Índio, Pé de Valsa e Bigode. Crédito: revista Esporte Ilustrado número 603 – 27 de outubro de 1949.
Pelo Fluminense, Índio fez parte do elenco do tricolor nas temporadas de 1948 e 1949, mesmo ano em que foi vice-campeão carioca. Formou boas linhas médias, principalmente ao lado de jogadores como Bigode e Pé de Valsa.
Uma das formações do Fluminense no ano de 1949. Em pé: Píndaro, Índio, Pé de Valsa, Pinheiro, Castilho e Bigode. Agachados: Santo Cristo, Carlyle, Silas, Didi e Rodrigues. Crédito: revista Esporte Ilustrado.
Seu melhor momento no Fluminense aconteceu no Torneio Municipal de 1948, quando Orlando Pingo de Ouro marcou de “bicicleta” o único gol do jogo, o que valeu o título ao quadro das Laranjeiras.
Em 1950, Índio firmou compromisso com os “cartolas” do Botafogo de Futebol e Regatas (RJ), uma permanência relativamente curta antes de voltar muito feliz ao mesmo São Cristóvão (RJ).
Uma boa formação do São Cristóvão no campeonato carioca! Em pé: Índio, Laerte, Luíz Borracha, Aloísio, Nei e Bulau. Agachados: Motorzinho, Humberto Tozzi, Cabo Frio, Ivan e Carlinhos. Crédito: revista Esporte Ilustrado.
Durante essa segunda passagem pelo seu querido São Cristóvão, Índio jogou por um pequeno período no Tupi Football Club, o alvinegro da cidade de Juiz de Fora (MG).
A informação da passagem de Índio pelo Tupi (MG) faz parte de uma entrevista especial com o jogador, um rico material publicado por José Rezende no site “albumdosesportes.blogspot.com”.
No regresso ao plantel do São Cristóvão, Índio disputou algumas partidas até 1956, para em seguida assumir o papel de treinador, uma experiência que não durou muito tempo.
Ao deixar os gramados de forma definitiva, Índio continuou jogando Futebol de Salão, passatempo que completava o gosto pelo samba e o prazer de beber ao lado dos amigos!
Aloísio Soares Braga (Índio) faleceu na cidade do Rio de Janeiro (RJ), em 5 de outubro de 2017. De acordo com o site “fluminense.com.br”, a última aparição do ex-jogador aconteceu na “Flu-Fest” realizada no dia 22 de julho de 2017.
Crédito https://tardesdepacaembu.wordpress.com/





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