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quinta-feira, 30 de agosto de 2018

CAMPEONATO BRASILEIRO - SANTOS TETRA CAMPEÃO 61/62/63/664





Campeonato Brasileiro de Futebol de 1964, originalmente denominado Taça Brasil pela CBD, foi a sexta edição do Campeonato Brasileiro. O Santos sagrou-se campeão pela quarta vez consecutiva, após vencer a final contra o Flamengo.
Esta edição contou com a participação de vinte e dois clubes (vinte e um campeões estaduais e o campeão da edição anterior), sendo que os campeões dos estados de São Paulo e da Guanabara já entravam na fase final.
Apesar de sua importância, e de seu vencedor ser considerado o campeão brasileiro já na época de sua disputa, somente em 2010 que o torneio foi reconhecido oficialmente pela CBF como o Campeonato Brasileiro de Futebol de 1964.

Regulamento

A Taça Brasil de 1964 foi dividida em duas fases. Na primeira os clubes foram divididos nos seguintes grupos: Grupo Norte, Grupo Nordeste (que se enfrentam para decidir a vaga destinada ao Grupo Norte), Grupo Central e Grupo Sul (que se enfrentam para decidir a vaga destinada ao Grupo Sul). Na segunda e decisiva fase, os vencedores da primeira fase enfrentam os clubes pré-classificados na semifinal, e os vencedores decidem o título do campeonato.

Critérios de Desempate

Todos os jogos da Taça Brasil de 1964 foram disputados em modo eliminatório (mata-mata) em dois jogos de ida e volta. A equipe que somar mais pontos passava para a fase seguinte. Caso nos dois jogos as equipes tivessem o mesmo número de pontos (dois empates ou uma vitória para cada lado independente do número de gols entre os jogos) era disputado um jogo extra. Nesta partida, caso persistisse o empate, o time que tivesse o maior "goal-average" (média dos gols marcados dividido pelos gols sofridos) nas três partidas da fase era o vencedor. Se mesmo assim o empate persistisse, a vaga seria decidida no cara ou coroa.

Participantes

Rio Grande do Norte Alecrim Futebol Clube (Natal-RN)
Minas Gerais Clube Atlético Mineiro (Belo Horizonte-MG)
Paraíba Campinense Clube (Campina Grande-PB)
Ceará Ceará Sporting Club (Fortaleza-CE)
Sergipe Associação Desportiva Confiança (Aracaju-SE)
Distrito Federal (Brasil) Associação Esportiva Cruzeiro do Sul (Brasília-DF)
Alagoas Centro Sportivo Alagoano (Maceió-AL)
Guanabara Clube de Regatas Flamengo (Rio de Janeiro-GB)
Bahia Fluminense Futebol Clube (Feira de Santana-BA)
Rio de Janeiro Goytacaz Futebol Clube (Campos-RJ)
Rio Grande do Sul Grêmio Foot-ball Porto Alegrense (Porto Alegre-RS)
Paraná Grêmio Esportivo Maringá (Maringá-PR)
Maranhão Maranhão Atlético Clube (São Luís-MA)
Santa Catarina Esporte Clube Metropol (Criciúma-SC)
Amazonas Nacional Futebol Clube (Manaus-AM)
Pernambuco Clube Náutico Capibaribe (Recife-PE)
São Paulo Sociedade Esportiva Palmeiras (São Paulo-SP)
Pará Paysandu Sport Club (Belém-PA)
Espírito Santo (estado) Rio Branco Atlético Clube (Cariacica-ES)
Piauí River Atlético Clube (Teresina-PI)
São Paulo Santos Futebol Clube (Santos-SP)

Para conquistar a IV edição do Campeonato Brasileiro, o Santos FC teve que enfrentar três gigantes: Atlético/MGPalmeiras e Flamengo. Com a conquista do Tetracampeonato da Taça Brasil de Clubes em 1964, tornou-se o primeiro clube Tetracampeão Brasileiro/Nacional do país. Além disso, foi também o primeiro e único Bicampeão Brasileiro invicto,com as conquistas das edições de 1963 e 1964.

Humilhando o Supercampeão Mineiro Atlético.

O Atlético MG tinha um esquadrão famoso a nível nacional, era o maior Campeão Mineiro até então, assim como nos dias de hoje, e havia aquela época conquistado o Bicampeonato Mineiro em 1962/63. As partidas de quartas de finais foram disputadas no dia 18 de outubro de 1964. no estádio Independência/MG. No primeiro jogo decisivo, diante de um forte Atlético/MG supercampeão, estadual o Santos obteve exorbitante vitória por 4 a 1 com gols de Pepe (2), Pelé e Toninho. Na partida de volta outro resultado magnifico a favor do Santos, no dia 4 de novembro de 1964, vitória por 5 a 1 em São Paulo, no estádio Pacaembu; os gols da partida foram marcados por Pelé (2), Toninho (2) e Peixinho. Com o resultado o Santos classificou-se para as Semifinais para enfrentar o Palmeiras/SP.

Na Semifinal um saudoso Clássico da Saudade. 

O Palmeiras de Julinho Botelho e Ademir da Guia foi o único clube paulista que impediu conquistas do Santos de Pelé nos anos dourados do futebol brasileiro, onde o Alvinegro reinou quase que absoluto. Aquela Academia do Palmeiras conquistou os Campeonatos Paulistas de 1963 e 1966, o Torneio Rio-São Paulo de 1965 e, sobretudo o Campeonato Brasileiro de 1960. Não é necessário dizer que na época a rivalidade era grande no Clássico da Saudade a cada duelo entre os dois. No primeiro jogo Semifinal, o Santos venceu o rival por 3 a 2 com gols de Coutinho, Pelé e Pepe, no estádio Pacaembu/SP. Na volta no mesmo estádio Pacaembu/SP, outra vitória santista, dessa vez por 4 a 0 com Pepe marcando dois gols, um de Coutinho e outro de Peixinho. O Santos estava classificado para a grande decisão contra o Flamengo.

O Tetracampeonato Brasileiro do Santos FC contra o Campeão Carioca CR Flamengo do atacante Evaristo de Macedo e do técnico Flavio Costa.

Campeão Carioca de 1963 e 1965, Vice em 1962, Campeão do Torneio Rio-São Paulo de 1961, o Flamengo tinha como principal jogador o atacante e ídolo Evaristo de Macedo, no banco a figura de Flavio Costa. O primeiro jogo da decisão ocorreu em São Paulo, no estádio Pacaembu, no dia 16 de dezembro e o SFC como de costume, em uma grande atuação, aplicou mais uma de suas goleadas: 4 a 1, com Pelé sendo o dono do jogo, marcando três gols e Coutinho um gol. Na partida de volta no estádio do Maracanã/RJ, dia 19 de dezembro, a torcida Rubro Negra lotou as arquibancadas (em torno de 55 mil pessoas) e acompanhou a perda do título na primeira participação do Flamengo em Brasileiros. O Santos sagrou-se Tetracampeão Brasileiro após um empate sem gols no Rio de Janeiro. Era o Tetracampeonato de um Santos arrasador e Supercampeão Nacional, novamente invicto e com o artilheiro do Campeonato, o Rei Pelé.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

CAMPEONATO BRASILEIRO 1972 - PALMEIRAS

CAMPEONATO BRASILEIRO 1972 - PALMEIRAS














"Liderado por Leão e Ademir da Guia, a Academia entra em campo para enfrentar o Botafogo de Brito, Marinho Chagas e Jairzinho. Quando o juiz apita o final da partida, os jogadores alviverdes explodem de alegria com a conquista do seu primeiro título brasileiro."

É campeão! É campeão! Quando o Palmeiras entrou no gramado do Morumbi para decidir o Brasileiro de 1972 contra o Botafogo, sua torcida já tinha o grito de guerra muito bem ensaiado. Afinal, só naquele ano, a sala de troféus do Parque Antártica havia engordado em mais quatro taças. Como era o melhor time do campeonato, jogava em casa e tinha ainda por cima a vantagem do empate, ninguém acreditava em outro resultado senão o título. Muito menos os jogadores.

"Eram tantas conquistas que estávamos tranquilos, sem pressão, certos da vitória, lembrava o zagueiro Luís Pereira quando ainda jogava no São Bernardo, da 2ª Divisão Paulista em 1993.

A vitória não veio - a partida terminou empatada em 0 a 0 -, mas o empate valeu a taça, que coroou com justiça um elenco de futebol que beirava a perfeição.


Para chegar ao favoritismo, porém, o Palmeiras passou por maus bocados durante a competição. Nas primeiras rodadas, uma derrota para o Coritiba (1x0) e uma série de empates contra equipes modestas preocuparam.

"Estávamos de ressaca, após a conquista do Campeonato Paulista, e demoramos um pouco para acordar", justificou o ex-atacante Leivinha.

Para agravar a situação do time naquele seu início titubeante, trinta dias após a estréia, em Recife, os jogadores se atrasaram na volta do almoço e o técnico Brandão chegou a pedir as contas. "O forte do nosso elenco era a união e resolvíamos os problemas entre a gente, conversando", recordou o ex-meia Ademir da Guia. O time conversou e Brandão ficou.

Contratempos resolvidos, o alviverde pôde jogar com tranquilidade seu futebol. A tática era simples: tocar a bola com rapidez, preencher todos os espaços do campo e exercer dura marcação se o adversário estivesse com a bola. "Quando eles percebiam, já tínhamos tomado conta do jogo", salienta o ex-ponta Edu.

Caso nada desse certo, havia pelo menos um craque em cada setor do campo para resolver a parada. Leão, no gol, era a segurança; Luís Pereira, uma combinação de garra e talento; o volante Dudu combatia e catimbava como ninguém; Ademir da Guia dava o toque de classe; e Leivinha sabia driblar e fazer gols.

Um empate suado contra o Inter (1x1), no Pacaembu, colocou o time na grande decisão. Certos de que o pior já tinha passado, os palmeirenses não encontraram dificuldades para impor seu jogo contra o Botafogo. Na verdade, a equipe carioca, que precisava vencer, mostrou-se tímida na hora de atacar. Nas raras tentativas, Jairzinho, Zequinha e Fischer eram bem marcados por Dudu, Alfredo e Luís Pereira e pouco produziam de útil. Favorecidos pelo empate, os jogadores do Palmeiras preferiram quase não se arriscar no ataque.

Foram 30 partidas na conquista do primeiro campeonato brasileiro da Academia, com 16 vitórias, 10 empates e 4 derrotas, um total de 46 gols marcados e 19 sofridos. Para chegar a esta final, o Palmeiras, três dias antes, havia empatado na semifinal com o Internacional. A expectativa da torcida seria uma grande vitória, mas o Palmeiras soube cadenciar a partida e manter o resultado.

PRIMEIRO TEMPO

8 min. Mesmo seguro por Carlos Roberto, Leivinha lança Madurga, que corre entre Brito e Osmar e chuta rente ao travessão de Cao.

16 min. Madurga puxa para  a marcação de Marinho Chagas e Osmar e lança Edu. O ponta, desmarcado, centra rasteiro. Leivinha surge correndo, mas a bola bate em Marinho Chagas e sai para escanteio.

34 min. Em mais um bom cruzamento de Edu, Leivinha cabeceia no ângulo esquerdo de cao e marca um gol, logo anulado porque o atacante estava em impedimento.

41 min. Leivinha sofre falta na intermediária. Edu bate bem, mas Cao faz boa defesa no canto esquerdo.

SEGUNDO TEMPO

2 min. Zequinha cruz forte para a grande área do Palmeiras. Leão não alcança a bola, que pára nos pés de Fischer. O atacante acaba chutando em cima de Alfredo. A rigor, esta foi a única grande oportunidade perdida pelo Botafogo em todo o jogo.

4 min. Edu passa por Marinho Chagas e entrega a Madurga, que, mesmo de fora da área, chuta forte, rente ao travessão de Cao.

16 min. Ademir da Guia centra, Brito falha e a bola passa por baixo da perna de Leivinha, sobrando limpa para Nei. Este atrapalha-se todo e perde a chance.

35 min. Nei, impedido, ignora o apito do juiz, dribla Cao e Marinho Chagas e marca. A torcida do Palmeiras aproveita para dar início a festa do título, tão próximo.

41 min. Já com os palmeirenses comemorando a conquista do título, o Botafogo resolve partir para cima do verdão. Mas não há tempo para mais nada.

Depois dos noventa minutos, a torcida palmeirense comemorou o empate por 0 a 0 que deu o título ao Alviverde do Parque Antártica.

FICHA TÉCNICA

PALMEIRAS 0 x 0 BOTAFOGO

Data: 23 de dezembro de 1972

Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo

Árbitro: Agomar Martins (RS)

Renda: Cr$ 649.445,00

Público: 58.287

Palmeiras:
Leão; Eurico, Luís Pereira, Alfredo e Zeca; Dudu (Zé Carlos) e Ademir da Guia; Edu (Ronaldo), Madurga, Leivinha e Nei. Técnico: Oswaldo Brandão.

Botafogo:
Cao; Valtencir, Brito, Osmar e Marinho Chagas; Carlos Roberto e Nei Conceição; Zequinha, Jairzinho, Fischer e Ademir Vicente (Ferreti). Técnicos: Tim e Leônidas.


Fonte pesquisa : http://www.campeoesdofutebol.com.br/


segunda-feira, 13 de junho de 2016

CAMPEONATO BRASILEIRO - ATLÉTICO MINEIRO 1971

CAMPEONATO BRASILEIRO 1971 : 


campeonato Brasileiro de 1971 foi decidido em um triangular, envolvendo Atlético Mineiro, São Paulo (de Gérson, Toninho Guerreiro e Cia) e o Botafogo, que tinha em Jairzinho, o Furacão da Copa de 70, ainda soprando forte e com o poder de devastar defesas inteiras - esta era a grande esperança do Botafogo que vinha de derrota para o Tricolor paulista por 4 a 1. Ao Galo bastava o empate depois da sofrida vitória por 1 a 0 sobre o São Paulo.

Encarar o Botafogo do zagueiro Djalma Dias, do volante Carlos Roberto e dos atacantes Zequinha e Jairzinho, porém, não era tarefafácil nem mesmo para a "primeira grande obra do Mestre Telê Santana", à epoca com 40 anos, magro e com os cabelos ainda negros.


Precisando vencer a partida por uma diferença de seis gols, para ficar com o título, a equipe do Botafogo atirou-se ao ataque tão logo o jogo começou. Mas foi o Galo quem teve a primeira grande chance da partida, aos 27min, Dario ganha na corrida de Djalma Dias e Queirós salva na hora H.

A segunda grande chance da partida veio por meio de Jairzinho que estava numa tarde endiabrada e, aos 36 minutos do 1° tempo, mata no peito, passa por Tião, Oldair e Vanderlei, toca para Nei, recebe de volta, prensa com Grapete e, no rebote, acerta uma bicicleta. Na sobra Zequinha chuta na trave.

No 2° tempo, logo a 1 minuto de jogo, Dario sofre falta à frente da área. Vanderlei cobra forte e Wendell faz grande defesa.

Aos 12 Zequinha dribla Oldair e cruza. Jairzinho, de novo, conclui de bicicleta. Recuperado no lance, Oldair tira a bola que tinha endereço certo.

Em uma grande jogada individual do meia Humberto Ramos, sai o gol do titulo. Ele dribla e passa por Mura, Carlos Roberto e Marco Aurélio, chega dentro da área e cruza para Dario cabecear no canto esquerdo de Wendell. Na comemoração, Humberto Ramos, ajoelhou-se agradecido pela jogada e Dario fez a festa.

A partir daí o Botafogo esmoreceu, a equipe ficou abalada, sentindo que não daria para tirar a diferença. Tranquilo na partida, o Atlético pressionou até o final e poderia ter ampliado o placar, aniquilando o Botafogo.

O São Paulo, que aguardava com ansiedade uma vitória simples do Botafogo para ficar com o título, teve de se contentar com a segunda colocação.

Após o final da partida Telê Santana desabafou. "Peguei um time talentoso, que há cinco anos não ganhava títulos e estava com o moral baixo", comentou, cuja primeira proeza foi o título mineiro em 1970. No brasileiro, as bruxas eram os clubes do Rio e São Paulo. "Fiz a equipe entrar em campo sempre confiante nos dois pontos, eu mandava o time atacar e se preocupar só em jogar futebol. Assim são maiores as chances de vencer", ensina o mestre.

Tanto que, durante toda a competição, o jogo "limpo" do Atlético, lhe rendeu apenas dois cartões amarelos e nenhum vermelho. Teve o melhor ataque do campeonato com 39 gols marcados e o artilheiro da competição - Dario "Dadá Maravilha" com 15 gols - além do título - é claro.


Ficha da Partida
BOTAFOGO 0 x 1 ATLÉTICO/MG
Data: 19/Dezembro/1971 Local: Maracanã (Rio de Janeiro)
Gol: Dario aos 18 do 2° tempo Árbitro: Armando Marques de Mesquita (SP)
Renda: Cr$ 294.420,00 Público: 46.458 Expulsão: Mura e Carlos Roberto
Botafogo: Wendell; Mura, Djalma Dias, Queirós e Valtencir; Carlos Roberto, Marco Aurélio (Didinho) e Careca (Tuca); Zequinha, Jairzinho e Nei Oliveira. Tec.: Paraguaio
Atlético/MG: Renato; Humberto Monteiro, Grapete, Vantuir e Oldair; Vanderlei e Humberto Ramos; Ronaldo, Lola (Spencer), Dario e Tião. Tec.: Telê Santana














Renato, Humberto Monteiro, Grapete, Vanderlei, Vantuir e Oldair. Ronaldo, Humberto Ramos, Dario, Lola e Tião.






quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

CAMPEONATO BRASILEIRO 1963 - SANTOS

TAÇA BRASIL 1963



 O Campeonato Brasileiro de Futebol de 1963 foi a quinta edição da Taça Brasil de Futebol, organizada pela CBD, a fim de indicar o campeão brasileiro de futebol de 1963, equipe esta que seria o representante brasileiro na Taça Libertadores da América de 1964. Reuniu 20 campeões estaduais, sendo que os campeões dos estados de São Paulo e da Guanabara já entravam nas semi-finais.
O Santos sagrou-se campeão pela terceira vez consecutiva, após vencer os dois jogos da final contra o Bahia, repetindo as finais de 1959 e 1961. Como a equipe paulista era o atual campeão continental, o time baiano foi o outro representante brasileiro na Libertadores
.A Taça Brasil de 1963 foi dividida em duas fases. Na primeira os clubes foram divididos nos seguintes grupos: Grupo Norte, Grupo Nordeste (que se enfrentam para decidir a vaga destinada ao Grupo Norte), Grupo Central e Grupo Sul (que se enfrentam para decidir a vaga destinada ao Grupo Sul). Na segunda e decisiva fase, os vencedores da primeira fase enfrentam Botafogo e Santos, pré-classificados na semifinal, e os vencedores decidem o título do campeonato.
Todos os jogos da Taça Brasil de 1963 foram disputados em modo eliminatório (mata-mata) em dois jogos de ida e volta. A equipe que somar mais pontos passava para a fase seguinte. Caso nos dois jogos as equipes tivessem o mesmo número de pontos (dois empates ou uma vitória para cada lado independente do número de gols entre os jogos) era disputado um jogo extra. Nesta partida, caso persistisse o empate, o time que tivesse o maior "goal-average" (média dos gols marcados dividido pelos gols sofridos) nas três partidas da fase era o vencedor. Se mesmo assim o empate persistisse, a vaga seria decidida no cara ou coroa.

Rio Grande do Norte ABC Futebol Clube (Natal-RN)
Minas Gerais Clube Atlético Mineiro (Belo Horizonte-MG)
Bahia Esporte Clube Bahia (Salvador-BA)
Guanabara Botafogo de Futebol e Regatas (Rio de Janeiro-GB)
Paraíba Campinense Clube (Campina Grande-PB)
Alagoas Centro Sportivo Capelense (Capela-AL)
Ceará Ceará Sporting Club (Fortaleza-CE)
Sergipe Associação Desportiva Confiança (Aracaju-SE)
Distrito Federal (Brasil) Defelê Futebol Clube (Brasília-DF)
Rio de Janeiro Fonseca Atlético Clube (Niterói-RJ)
Rio Grande do Sul Grêmio Foot-ball Porto Alegrense (Porto Alegre-RS)
Paraná Londrina Esporte Clube (Londrina-PR)
Santa Catarina Esporte Clube Metropol (Criciúma-SC)
Pará Paysandu Sport Club (Belém-PA)
Espírito Santo (estado) Rio Branco Atlético Clube (Cariacica-ES)
Piauí River Atlético Clube (Teresina-PI)
Maranhão Sampaio Corrêa Futebol Clube (São Luís-MA)
São Paulo Santos Futebol Clube (Santos-SP)
Pernambuco Sport Club do Recife (Recife-PE)
Goiás Vila Nova Futebol Clube (Goiânia-GO)

GRUPO NORTE : 

Sampaio Correa x River ( 3 x 0  0 x  2  1 x 1 ( Na prorrogação River 1 x 0 )
River x Payssandu ( 1 x 3  1 x 0 )
Payssandu x Sport ( 0 x 1  0 x 2 )
Campinense x  ABC  ( 2 x 2  0 x 0  4 x 2 )
Capelense x Confiança ( 3 x 1  0 x 2  1 x 3  )
Campinense x Confiança ( 0 x 2  3 x 4 )
Ceará x Confiança ( 2 x 4  1 x 0  2 x 0 )
Bahia x Ceará ( 1 x 1  0 x 0 1 x 0 )
Bahia x Sport ( 2 x 2  1 x 0 )

Bahia classificado para a fase final

GRUPO SUL : 

Metropol ( Criciúma, Sc ) x Londrina  ( 3 x 2  2 x 1 )
Grêmio x Metropol ( 1 x 1  2 x 1 )
Rio Branco ( Vitória, ES ) x  Fonseca ( Niterói , RJ ) - ( 0 x 3  1 x 0  3 x 3 ) - classificado saldo de gols
Vila Nova ( Goiânia, GO ) x Defelê ( Brasília, DF ) - ( 2 x 0  3 x 0 ) 
Rio Branco x Vila Nova ( 0 x 1  1 x 0  1 x 0 )
Atlético MG x Rio Branco ( 1 x 0  1 x 1 )
Grêmio x Atlético MG ( 1 x 1  2 x 1 )

Grêmio classificado para a fase final

FASE FINAL : 

Botafogo x Bahia ( 0 x 1  0 x 0 )
Santos x Grêmio ( 3 x 1  4 x 3 )
Santos x Bahia ( 0 x 6  2 x 0 ) 
Santos tri campeão Brasileiro - 1961 / 1962 / 1963

25/01/1964
Santos FC 6x0 EC Bahia
Local: Pacaembu - São Paulo – SP
Renda: Cr$ 12.432.800,00
Juiz: Armando Marques
Gols: Pepe 7' e 91' Pelé (p) 28' e (p) 87', Coutinho 63' e Mengálvio 81'
Santos : Gilmar; Ismael, Mauro e Geraldino; Haroldo e Lima; Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe.
Técnico: Lula.
Bahia : Nadinho, Hélio, Henrique, Roberto e Ivan; Nilsinho e Mário;Valença ( Vermelho) , Vevé, Hamilton e Biriba
28/01/1964
EC Bahia 0x2 Santos FC
Local: Fonte Nova - Salvador (BA)
Renda: 21.083.300,00 (recorde)
Público: 35.365
Juiz: Armando Marques
Gols: Pelé 26' e 85'
Bahia : Nadinho; Hélio, Henrique, Roberto e Russo (Ivan); Nilsinho e Mário; Miro, Vevé, Hamilton e Biriba
Santos : Gilmar; Ismael, Mauro e Geraldino; Haroldo (Joel) e Lima; Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe.
Técnico: Lula.

Classificação
TimePtsJVEDGPGC
1São Paulo Santos84400154
2Bahia Bahia109342611
3Guanabara Botafogo1201101
4Rio Grande do Sul Grêmio662221010
5Pernambuco Sport5421153
6Minas Gerais Atlético Mineiro4412144
7Espírito Santo (estado) Rio Branco-ES8832397
8Ceará Ceará6622266
9Santa Catarina Metropol5421166
10Pará Paysandu4420244
11Sergipe Confiança1085031612
12Goiás Vila Nova6530262
13Piauí Ríver4520358
14Paraná Londrina0200235
15Paraíba Campinense45122910
16Rio de Janeiro Fonseca3311146
17Maranhão Sampaio Corrêa2310244
18Distrito Federal (Brasil) Defelê0200205
19Alagoas Capelense2310246
20Rio Grande do Norte ABC2302146
Pts – pontos; J – jogos disputados; V - vitórias; E - empates; D - derrotas;
GP – gols pró; GC – gols contra