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sexta-feira, 8 de julho de 2022

SELEÇÃO BRASILEIRA 1970

CARLOS ALBERTO, FÉLIX, PIAZZA, BRITO, CLODOALDO e MARCO ANTONIO; ROGÉRIO, GÉRSON, TOSTÃO, PELÉ e RIVELINO - 29 DE ABRIL DE 1970, ULTIMO AMISTOSO, NO BRASIL , ANTES DA COPA DO MÉXICO. BRASIL 1 x 0 ÁUSTRIA GOL DE RIVELINO.

quinta-feira, 7 de outubro de 2021

SELEÇÃO BRASILEIRA 1954 [ COPA DA SUIÇA ]


 DJALMA SANTOS, BRANDÃOZINHO, NILTON SANTOS, PINHEIRO, MÁRIO AMÉRICO [ MASSAGISTA ] , CASTILHO E BAUER. JULINHO BOTELHO, DIDI, BALTAZAR, PINGA E RODRIGUES. 

quarta-feira, 29 de setembro de 2021

SELEÇÃO BRASILEIRA 1914




 












Píndaro, Marcos Carneiro de Mendonça e Nery, Sylvio Lagreca , Rubens Salles e Rolando De Lamare, Oswaldo Gomes, Abelardo De Lamare, Friedenreich, Osman e Formiga . Estádio das Laranjeiras 21 de Julho de 1914 primeiro jogo da Seleção Brasileira contra o Exeter City da Inglaterra . Vitória  brasileira por 2 x0 com gols de Oswaldo Gomes e Osman. 

quinta-feira, 9 de abril de 2020

JOEL COPA DO MUNDO URUGUAI 1930






Joel de Oliveira Monteiro ou simplesmente Joel, (Rio de Janeiro1 de maio de 1904 — Rio de Janeiro6 de abril de 1990), foi um futebolista brasileiro que atuava como goleiro.


Carreira

Foi um dos goleiros da seleção brasileira de futebol na primeira Copa do Mundo de 1930 no Uruguai.[3] Jogador do América do Rio de Janeiro, conquistou o título carioca de 1928. Como goleiro do Brasil fez quatro jogos, com três vitórias, uma derrota e sofreu seis gols.[4]


GIUDICELLI, FAUSTO, HERMÓGENES, BRILHANTE, JOEL E  ITÁLIA , POLI, NILO, ARAKEN, PREGUINHO E TEÓFILO. 

Títulos

América-RJ


HIDELGARDO , PENA FORTE, JOEL, HERMÓGENES, FLORIANO E WALTER, WALDEMIRO, SOBRAL MÁRIO PINTO, TAVARES E CELSO. 

sábado, 2 de dezembro de 2017

BRASIL NAS COPAS - COPA DO MUNDO DA SUÍÇA 1954



No dia 25 de maio de 1954, a delegação partiu, em vôo da PanAir, para a disputa da Copa do Mundo na Suíça. A estréia na primeira fase foi tranqüila. Mais uma vez o Brasil enfrentava o México, ao qual derrotou com facilidade por 5 a 0.  O segundo adversário foi a Iugoslávia, no final, empate por 1 a 1.
Para definir os adversários da segunda fase foi realizado um sorteio na cidade de Berna, aconteceu o que todos temiam. Nossa adversária, no dia 27 de junho, seria a poderosa seleção húngara de Grocsis, Boszik, Kocsis e Czibor, sem o astro Puskas, que, se recuperando de uma contusão, não disputou a partida.

O Brasil entrou em campo muito tenso e com 10 minutos de jogo a Hungria já vencia por 2 a 0, no primeiro gol Pinheiro perdeu o equilíbrio e escorregou, a bola sobrou para Hidegkuti, que livre marcou o primeiro gol aos 4 minutos. Passados três minutos e veio o segundo, o ataque húngaro trocou passes e Kocsis lançado em posição duvidosa cebeceou encobrindo Castilho e marcando o segundo gol. O Brasil colocou os nervos no lugar começou a se arrumar em campo. Aos 18 minutos, Humberto Tozzi lançou Índio na área, o atacante foi derrubado po Lorant, Djalma Santos cobrou o pênalti diminuindo o placar para 2 a 1. O Brasil começou a pressionar equilibrando o jogo, mas o primeiro tempo terminou sem alterações no placar.


Veio a segunda etapa e ambas as seleções realizaram diversas jogadas de ataque sem, contudo, levar um perigo real para os goleiros. Até que, aos 15 minutos, numa disputa normal de jogo entre Pinheiro e Czibor o árbitro inglês, Arthur Ellis marcou pênalti. Lantos cobrou e aumentou para 3 a 1. Novamente o Brasil reagiu e Julinho diminuiu aos 20 minutos; logo em seguida, Didi acertou a trave do goleiro húngaro. Aos 26 minutos, Nílton Santos e Boszik trocaram socos e foram expulsos. Em seguida o Brasil perdeu duas oportunidades de empatar a partida com Julinho e Humberto Tozzi que acertou a trave húngara. Aos 42 minutos, novamente lançado em posição duvidosa, Kocsis fechou o placar em 4 a 2. Logo depois, Humberto Tozzi perdeu a cabeça e deu uma voadora em Buzánszky, sendo expulso.

Mal Arthur Ellis apitou o fim do jogo, uma verdadeira batalha começou. Puskas, que assistira ao embate das arquibancadas, desceu ao gramado e provocou Pinheiro na entrada do vestiário. O zagueiro canarinho, chegado num "fuzuê", revidou e todos os jogadores se envolveram na confusão. Maurinho deu uma cusparada em Lantos. Um policial  que foi correndo apartar a briga, tomou uma rasteira do radialista brasileiro Paulo Planet Buarque e caiu estatelado no gramado. A polícia revidou e jornalistas e dirigentes acabaram se envolvendo numa confusão generalizada. O técnico Zezé Moreira viu um gringo de terno correndo em direção ao vestiário e não teve dúvidas; com as chuteiras que Didi trocara durante o jogo e estavam em suas mãos, atirou as mesmas no rosto do gringo. Posteriormente soube-se que o agredido era o ministro do Esporte da Hungria, Gustavo Sebes.

O árbitro brasileiro Mário Vianna, que já havia apitado uma partida na competição foi ao microfone de uma rádio para dizer que o árbitro inglês Arthur Ellis fazia parte de um complô comunista para classificar a Hungria. 



Curiosidades
Jogos e gols
Em 26 partidas, foram marcados 140 gols, média de 5,38. O Mundial viu ainda o jogo com mais gols da história do torneio, a Áustria venceu a Suíça por 7 a 5. Os estádios receberam 943 mil espectadores, média de 36.269 torcedores por jogo.

Camisa nova
O Brasil usou pela primeira vez a hoje tradicional camisa amarela e calções azuis. O novo uniforme foi escolhido em concurso nacional vencido pelo publicitário gáucho, Aldyr Schlee. Até então, o uniforme principal da seleção utilizava camisas brancas. Depois da derrota em 1950, a CBD promoveu um concurso para trocar o uniforme e deixar o trauma para trás.

Perdidos na Suíça
Os jogadores da Coreia do Sul não falavam uma palavra em idiomas europeus e sempre se perdiam, sendo recolhidos ao hotel por policiais. No campo, também não se encontravam: tomaram nove gols da Hungria e sete da Turquia.

27/06/1954 (17.00)
BRASIL 2:4 HUNGRIA (1:2)
Competição: Copa do Mundo da FIFA.
Local: Wankdorf Stadion, Berna (Suíça). Público: 39.882 espectadores.
Árbitro: Arthur Edward Ellis (Inglaterra). Assistentes: William Ling (Inglaterra), Paul Raymond Wyssling (Suíça).
Expulsão: Bozsik e Nílton Santos, aos 71; Humberto Tozzi, aos 89.
Gols: Hidegkuti, aos 4; Kocsis (cabeça), aos 7; Djalma Santos (pênalti), aos 18; Lantos (pênalti), aos 53; Julinho, aos 65; Kocsis (cabeça), aos 88.
BRASIL: Castilho, Djalma Santos, Nílton Santos e Brandãozinho; Pinheiro e Bauer; Julinho, Didi, Índio, Humberto Tozzi, Maurinho. Treinador: Alfredo Moreira Júnior “Zezé Moreira”.
HUNGRIA: Grosics; Buzánszky, Lantos e Bozsik; Lóránt; Zakárias; Joszef Tóth; Kocsis, Hidegkuti, Czibor e Mihaly Tóth. Treinador: Gyula Mándi.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

BRASIL NAS COPAS - COPA DO MUNDO DA FRANÇA 1938

Na Copa do Mundo de 1938, disputada na França a Seleção Brasileira se fez representar com o que tinha de melhor. Após passar pela Polônia e Tchecoslováquia chegou pela primeira vez a uma semifinal, quando foi derrotada pela Itália numa partida conturbada e cheia de polêmicas.
Restou então a disputa pelo terceiro lugar diante da Suécia. O Brasil venceu por 4 a 2 e a torcida ainda teve direito a assistir um show de Leônidas da Silva, já apelidado pelos franceses de “Homem de Borracha”, ele voltou ao time, marcou dois gols e se transformou no artilheiro da competição com sete gols.
A partida começou equilibrada, mas aos poucos o Brasil vai tomando conta do jogo e desperdiçando várias oportunidades com Leônidas, Patesko e Roberto. Só que como diz o ditado popular, quem não faz leva, Brandão erra o passe e a bola cai no pé de Jonasson, este lança Anderson que chuta violentamente e marca o primeiro gol sueco aos 27 minutos. O Brasil tenta reagir, mas os seus atacantes continuam a errar e a Suécia chegou ao segundo gol. Aos 38 minutos, novamente Jonasson desce pelo lado esquerdo e cruza para Nyberg, este dribla a Machado e chuta com violência para marcar o segundo gol sueco.
A resposta do Brasil foi quase que imediata, aos 43 minutos, Zezé lança Romeu, ele dribla dois zagueiros suecos e marca o primeiro gol brasileiro, logo em seguida termina o primeiro tempo.
Veio o segundo tempo e o Brasil voltou pressionando em busca do empate, e a chance veio aos logo aos 2 minutos, Domingos lançou Romeu, este a Roberto, que invadiu a área e foi derrubado por Algrem, pênalti claro marcado pelo árbitro. Patesko cobra e desperdiça chutando por cima da meta sueca. O empate só veio aos 18 minutos, Zezé lançou Romeu que cruzou para área, Leônidas se antecipou e com um toquinho encobriu Abrahamsson marcando o segundo gol brasileiro.
A partir dai o Brasil passou a ter total controle do jogo e o terceiro gol não demorou. Aos 29 minutos, Leônidas fez uma triangulação com Roberto e Romeu pelo lado direito e mandou uma bomba de fora da área marcando o terceiro gol do Brasil. O quarto gol veio aos 33 minutos, Romeu trocou passes com Leônidas, este lançou Perácio que deu um canhão de fora da área sem chance para Abrahamsson selando a vitória brasileira e a conquista do terceiro lugar na Copa do Mundo de 1938. Apesar dos percalços, a Seleção de 38 foi das melhores da história do nosso futebol em todos os tempos.

Curiosidades
Na disputa da Copa do Mundo de 1938 foram apresentadas duas novidades pela FIFA. No campo de jogo passou a ser demarcada a meia-lua à frente da grande área. O objetivo era demarcar a posição dos jogadores a 9,15 da marca do pênalti. Outra novidade foi a apresentação da bola sem o tiento externo – uma tira de couro externa que amarrava o bico da para o seu enchimento. O bico da bola passou a ser posicionado entre os gomos, com isso os jogadores poderiam cabecear a bola sem se machucar.
Na volta dos jogadores, milhares de torcedores aguardavam com grande expectativa o desembarque. Autoridades e políticos faziam questão de estar sempre posando para fotografias ao lado de jogadores como Leônidas da Silva, eleito o jogador mais popular do Brasil num concurso realizado pelo Cigarro Magnólia; além dele, Domingos da Guia e Romeu Pellicciari também foram muito votados.
A fama do histórico resultado fez com que a Lacta criasse o chocolate “Diamante Negro”, que passou a ser o produto mais vendido do país, dando a Leônidas a quantia de 20 contos de réis – um valor considerável para a época – pelo contrato de promoção.
A propaganda cresceu no Brasil através do futebol, uma vez que os donos das grandes redes de lojas pagavam fortunas para que Leônidas da Silva permanecesse no interior de seus estabelecimentos por curtos períodos. Sabiam que centenas de torcedores lá também estariam para ver o famoso “Diamante Negro”. As promoções tinham retorno garantido, pois todos os jornais e emissoras de rádio da época noticiavam o fato e a propaganda era eficiente.



9/06/1938 (17.00)
BRASIL 4:2 SUÉCIA (1:2)
Local: Estádio Municipal Parc de Lescure, em Bordeaux. Público: 15.000 espectadores.
Árbitro: John Langenus (Bélgica). Assistentes: Eugene Olive (França); Ferdinand Valpred (França).
Gols: Sven Jonasson, aos 18; Arne Nyberg, aos 38; Romeu, aos 43; Leônidas da Silva, aos 63; Leônidas da Silva, aos 73;  Perácio, aos 80.
BRASIL: Batatais; Domingos da Guia e Machado; Zezé Procópio, Brandão e Afonsinho; Roberto, Romeu, Leônidas da Silva, Perácio e Patesko. Treinador: Adhemar Pimenta.
SUÉCIA: Enock Abrahamsson; Ivar Eriksson e Erik Nilsson; Erik Almgren, Arne Linderholm e Kurt Svanström; Sven Jonasson, Erik Persson, Arne Nyberg, Harry Andersson e Ake Andersson. Treinador: József Nagy.



quarta-feira, 22 de novembro de 2017

BRASIL NAS COPAS - COPA DO MUNDO DA ITÁLIA 1934

Em 1933, o futebol brasileiro preparava-se para sofrer uma mudança radical. Até esse momento, o esporte era ainda amador e, a partir dele, o profissionalismo é oficializado – primeiramente no Rio de Janeiro e São Paulo, para depois atingir os outros Estados. Entre 1933 e 1938, perdurou a discussão se o amadorismo deveria ser resgatado ou se o profissionalismo seria mesmo necessário e inevitável. Havia defensores de ambos os lados. Oficialmente prevalece o profissionalismo no esporte, o que iria tirar o futebol brasileiro de um âmbito regionalista para começar a projetá-lo internacionalmente. Entretanto, podemos dizer que o nosso profissionalismo não obedeceu bem aos padrões internacionais. Na verdade, o que prevaleceu foi uma espécie de profissionalismo amador, já que a maioria das medidas adotadas até hoje em grandes clubes e associações foge ao verdadeiro significado da palavra. Talvez seja isso que marque o futebol brasileiro e o torne diferente dos demais países. A meta inicial era, com isso, um ponto final no “amadorismo marrom” predominante em praticamente todo o país.
Além disso, se fazia necessário uma mudança: existia a necessidade de que todos os clubes brasileiros procurassem se estruturar de uma maneira mais séria, objetivando disputar de forma mais profissional as competições das quais tomariam parte. Mas, para que tal ocorresse, seria necessário oferecer aos técnicos e atletas tempo para realizar treinamentos técnico e tático, preparação física, receber cuidados médicos para as contusões, além das concentrações e diversas atividades que iriam impedir que exercessem uma outra profissão, já que estariam praticamente dedicando-se “full-time” à prática do futebol. Esporte que, à esta altura, já havia se tornado a grande paixão do povo brasileiro, com torcedores apaixonados que passaram a exigir cada vez mais dos times pelos quais torciam, cobrando a contratação de craques. Tudo com o objetivo de ver suas equipes cada vez mais fortes, em condições de lutar e vencer as competições das quais tomavam parte.
Para decidir essas questões, duas reuniões foram realizadas. A primeira realizada no Rio de Janeiro, e a segunda, em São Paulo. Com tudo praticamente definido, foi criada a LCF (Liga Carioca de Futebol) no Rio de Janeiro e, em São Paulo, a Apea (Associação Paulista de Esportes Athléticos) que aderiu ao novo regime permanecendo com o mesmo nome. Ato contínuo, foi fundada a FBF (Federação Brasileira de Futebol). Com a criação dessas entidades, estava implantado definitivamente o futebol profissional no país. A CBD não aderiu ao profissionalismo: manteve o amadorismo e o único grande clube que a ela permaneceu ligado foi o Botafogo. Por outro lado, a FBF não era filiada à Fifa; portanto, caberia à CBD a convocação e preparação da Seleção Brasileira para o Mundial na Itália.
No início de 1934, já prevendo o que poderia acontecer, a imprensa do Rio e de São Paulo procurou se empenhar numa campanha para que a briga entre as entidades não prejudicasse a participação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo. Eduardo Trindade, presidente da Amea, sugeriu a adoção de um regime misto, previsto nos estatutos da CBD, com o objetivo de se chegar a um acordo. No entanto, a LCF e a Amea negaram ceder seus jogadores à CBD. Com a negativa, coube a Carlos Martins da Rocha, o “Carlito Rocha”, dirigente do Botafogo, a tarefa de montar a Seleção.
Carlito Rocha era profundo conhecedor de futebol. Experiente, sabia que iria necessitar de uma equipe forte para a disputa do torneio. O primeiro passo foi acertar com o técnico Luis Vinhais, vencedor de duas edições da Copa Rio Branco. Em seguida, partiu em busca dos profissionais, uma atitude considerada leviana, pois como poderia um defensor ferrenho do amadorismo contratar atletas profissionais? Mas, na verdade, ele tinha conhecimento de que só com amadores não chegaria a lugar algum. Na capital paulista, contratou quatro jogadores da equipe do São Paulo. Após uma partida contra a Portuguesa de Desportos, Sylvio Hoffmann, Luizinho, Waldemar de Britto e Armandinho embarcaram às escondidas para o Rio de Janeiro. No Rio Grande do Sul, acertou com Luiz Luz e Patesko. No Rio de Janeiro, o único clube prejudicado foi o Vasco da Gama: perdeu Tinoco e Leônidas da Silva. Corria o boato de que a CBD havia assinado contrato com estes atletas pagando 30 contos de luvas e ordenado de 1 conto de réis. Esta atitude levou o “Jornal dos Sports” a estampar, em sua primeira página, a seguinte manchete: “Patriotismo por 30 contos”.
Pouco adiantou o esforço. A Seleção Brasileira partiu para disputar a sua segunda Copa do Mundo sem qualquer planejamento, numa viagem cansativa, de doze dias de duração, a bordo do navio “Conte de Biancamano”. Os treinamentos, como em 1930, eram realizados no convés. As únicas exceções ocorreram quando o navio aportou em Barcelona, para o embarque dos espanhóis, que eram nossos adversários.


Os jogadores fizeram um bate-bola de aproximadamente quarenta minutos e, posteriormente, uma pelada num campinho próximo ao Estádio Luigi Ferraris. Muito pouco para quem enfrentaria uma das melhores seleções da Europa em sistema eliminatório. Não deu outra. Com menos de 30 minutos, a Espanha já vencia por 2 a 0. Leônidas ainda marcou aos 11 minutos do segundo tempo. Mesmo assim, tivemos a chance de virar o marcador. Luizinho teve um gol anulado aos 14 minutos, e Waldemar de Britto perdeu um pênalti defendido por Zamora aos 25 minutos. Dois minutos depois Lángara deu números definitivos ao marcador: Espanha 3 a 1. O Brasil estava novamente fora da Copa.



O JOGO
27/05/1934 (16.30)
BRASIL 1:3 ESPANHA (0:3)
Competição: Copa do Mundo.
Local: Estádio Luigi Ferraris, em Genoa (Itália). Público: 20.614 espectadores.
Árbitro: Alfred Birlem (Alemanha). Assistentes: Ettori Carminati (Itália), Mihaly Ivanicsic (Hungria).
Gols: 1:0 Iraragori (pênalti), aos 18; 2:0 Lángara, aos 25; 3:0 Lángara, aos 29; 3:1 Leônidas da Silva, aos 55.
BRASIL: Pedrosa; Sylvio Hoffman e Luiz Luz; Tinoco, Martim e Canalli; Luisinho, Waldemar de Britto, Leônidas, Armandinho e Patesko. Treinador: Luis Augusto Vinhaes.
ESPANHA: Zamora; Ciriaco e Quincoces; Cilauren, Muguerza e Márculeta; Iraragorri, Lángara, Lecue, Lafuente e Gorostiza. Treinador: Amadeo García Salazar.