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terça-feira, 26 de julho de 2022
terça-feira, 7 de agosto de 2018
quarta-feira, 2 de maio de 2018
CLUBE ATLÉTICO MINEIRO [ MG ] - LACI
A revista Placar de 7 de novembro de 1975 revelou um homem calejado pelos efeitos da “montanha russa da fama”.
Os trilhos, com subidas e descidas repentinas, nem sempre oferecem uma parada confortável. Aos menos avisados, o ponto final do percurso poderia representar um triste choque de realidade.
Aos 27 anos de idade e com o próprio passe nas mãos, Laci treinava duro na Vila Olímpica. Mesmo sem contrato, o meia-atacante era só felicidade com o progresso na recuperação do joelho operado.
O preparador físico do Atlético Mineiro, Paulo Benigno, não poupava elogios: “Laci nunca esteve tão bem; nem na época em que seu nome aparecia com grande cartaz na imprensa esportiva.
Filho de Levi Gomes e Geralda Gomes Guimarães, Laci Gomes Guimarães, ou ainda Lacy Gomes Guimarães, conforme encontrado em algumas publicações, nasceu em Belo Horizonte (MG) no dia 23 de abril de 1948.
Laci começou sua trajetória no juvenil de uma equipe chamada Monte Castelo, até ser encaminhado aos quadros amadores do Clube Atlético Mineiro, onde assinou seu primeiro contrato profissional em 1967.
E 1967 realmente foi um ano especial. Laci estava voando e com confiança suficiente para encher os torcedores do Galo de esperanças.
Abaixo, uma das importantes participações de Laci na disputa do Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 1967:
29 de março de 1967 – Torneio Roberto Gomes Pedrosa – Atlético Mineiro 4×2 Palmeiras – Estádio do Mineirão – Árbitro: Carmelito Val – Gols: Djalma Dias (2 gols contra), Buião e Santana para o Atlético Mineiro; César e Jair Bala para o Palmeiras.
Atlético Mineiro: Luizinho; Warlei, Vânder, Grapete e Décio Teixeira; Vanderlei Paiva e Santana (Paulista); Buião, Laci, Beto (Edgar Maia) e Ronaldo. Técnico: Gerson dos Santos. Palmeiras: Valdir; Djalma Santos, Djalma Dias, Minuca e Ferrari (Geraldo Escalera); Dudu e Ademir da Guia; Gallardo, Servílio (Jair Bala), César e Rinaldo. Técnico: Aymoré Moreira.
ATLÉTICO MINEIRO 1967 - BUIÃO E LACI
Meia-atacante habilidoso, Laci experimentou o sucesso rapidamente ao lado do artilheiro Dario. Todavia, uma fratura no perônio custou um tempo precioso no Departamento Médico.
Recuperado, o destemido Laci voltou aos gramados. Com seu futebol comparado ao desempenho de craques como Dirceu Lopes e Tostão, o jovem não suportou os efeitos devastadores de sua enorme popularidade.
Então os prazeres da vida noturna e o deslumbramento apresentaram seu preço. Dormindo pouco, treinando mal e ignorando o risco de um enfraquecimento muscular, a necessidade de uma operação no menisco externo caiu como uma bomba!
ATLÉTICO MINEIRO 1967 - BUIÃO, LACI, SANTANA, EDGARD MAIA, TIÃO
Determinado, Laci apostou no vigor da juventude e nas infiltrações para tentar antecipar etapas no tratamento do joelho recém operado.
Campeão da Taça Belo Horizonte e do campeonato mineiro de 1970, o mesmo joelho não tardou para fraquejar mais uma vez.
ATLÉTICO MINEIRO 1970 - CARECA, HUMBERTO MONTEIRO, VANDERLEI, VAGUINHO , GRAPETE, OLDAIR, LOLA, TIÃO, VANDER, LACI E CINCUNEGUI
E assim, não restou outra alternativa ao Doutor Haroldo Lopes da Costa. Com a retirada do menisco interno, Laci ficou dois meses no gesso e sua perna definhou de vez.
Integrante do elenco campeão brasileiro de 1971, no segundo semestre de 1972 Laci foi emprestado ao Nacional de Manaus. Na volta ao Atlético Mineiro, o “Passe Livre” o pegou de surpresa.
Com a camisa do Atlético foram 226 partidas com 135 vitórias, 54 empates, 37 derrotas e 61 gols marcados, além de importantes participações no selecionado mineiro.
Em 1973 acertou suas bases com o Sport Club Corinthians Paulista, talvez sua última grande chance de voltar aos melhores dias. Mas a passagem pelo Parque São Jorge não foi uma experiência para deixar saudades.
Sem propostas do mesmo nível financeiro, o padrão de vida sofreu um abalo considerável, ao mesmo tempo em que o sonho de voltar aos clubes do cenário mineiro foi perdendo força.
Em 1975, apesar da boa vontade do técnico e amigo Mussula, Laci não conseguiu uma nova oportunidade no “Galo”. Em reportagem para a revista Placar, Laci declarou emocionado:
– Estou lutando como um danado para voltar aos times de ponta. Sou outro cara e muito arrependido das extravagâncias que cometi!
Laci permaneceu treinando na Vila Olímpica, sempre aguardando por ofertas de outros clubes. Algum tempo depois jogou pelo Valeriodoce Esporte Clube (MG), Comercial de Campo Grande (MS) e Atlético Clube Goianiense (GO).
Ao encerrar a carreira nos gramados trabalhou nas equipes de base do Atlético Mineiro. Laci Gomes Guimarães faleceu no dia 21 de julho de 2000, em Belo Horizonte (MG).
[ Tardes de Pacaembu worldpress.com ]
segunda-feira, 2 de outubro de 2017
domingo, 12 de junho de 2016
CLUBE ATLÉTICO MINEIRO - CLUBE ATLÉTICO MINEIRO 1909 - BELO HORIZONTE ( MG )
Eurico Catão, Mauro e Leônidas; Raul Fracarolli, Mário Toledo e Hugo Fracarolli; Francisco Monteiro, Mário Lott, Margival, Horácio e Benjamin Moss.
terça-feira, 7 de junho de 2016
CLUBE ATLÉTICO MINEIRO - BELO HORIZONTE ( MG )
CLUBE ATLÉTICO MINEIRO
Em 25 de março de 1908, um grupo de estudantes se reuniu no coreto do Parque Municipal, em Belo Horizonte. Esse foi o acontecimento que marcou a criação do Clube Atlético Mineiro, que romperia as fronteiras de Minas Gerais e do Brasil para se tornar um dos maiores clubes do futebol mundial. Ao longo de sua existência, o Galo se caracterizou como time do povo, o que impulsionou, de forma avassaladora, o crescimento do Clube.
Como prenúncio da trajetória vitoriosa que viria a trilhar, o Atlético venceu o seu primeiro desafio. Em 21 de março de 1909, a equipe alvinegra derrotou o Sport Club Futebol por 3 a 0, na casa do adversário. O primeiro gol do Galo foi marcado por Aníbal Machado, que se tornaria um grande escritor brasileiro. O rival não se conformou com a derrota, pediu revanche e foi novamente superado, desta vez pelo placar de 2 a 0. Na terceira partida entre as equipes, o Atlético aplicou uma goleada por 4 a 0, resultado que causou a extinção do Sport.
A história do Atlético é marcada pelo pioneirismo, dentro e fora de campo. Em 1908, foi o primeiro time mineiro a trocar as antigas bolas de meia pelas bolas de couro. Seis anos mais tarde, conquistou o primeiro torneio de futebol realizado em Minas Gerais, a Taça Bueno Brandão.
ATLÉTICO MINEIRO 1914 - CAMPEÃO DA TAÇA BUENO BRANDÃO
Em 1915, venceu o primeiro campeonato oficial de futebol do Estado, organizado pela Liga Mineira de Esportes Terrestres, atual Federação Mineira de Futebol (FMF).
Em 1929, em nova página vanguardista, o Galo disputou o primeiro jogo internacional de uma equipe mineira, vencendo o então Campeão Português Victória de Setúbal, por 3 a 1. Os gols foram marcados por Mário de Castro (2) e Said. A partida foi disputada no estádio Antônio Carlos, que havia sido inaugurado em 30 de maio daquele ano e foi um dos primeiros do Brasil a instalar refletores. O jogo de inauguração do estádio, também conhecido como Estádio de Lourdes, foi contra o Corinthians e o Galo venceu por 4 a 2, gols de Mário de Castro (3) e Said. Em 17 de agosto do ano seguinte, o estádio recebeu a visita do então presidente da Fifa, Jules Rimet, que acompanhou, pela primeira vez, um jogo noturno
Ainda em 1930, o Galo teve o primeiro jogador de fora do eixo Rio-São Paulo convocado para a Seleção Brasileira: o atacante Mário de Castro. O convite, no entanto, foi recusado pelo atleta. Na ocasião, ele alegou que não vestiria nenhuma camisa que não fosse a alvinegra, com a qual marcou 195 gols em apenas 100 jogos, provavelmente a maior média do futebol mundial.
Em janeiro de 1937, o Atlético se sagrou Campeão dos Campeões do Brasil, na primeira competição interestadual profissional realizada no País. O torneio foi organizado pela Federação Brasileira de Futebol (FBF) e reuniu as equipes vencedoras dos estaduais de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo. Logo depois, a FBF se fundiu à Confederação Brasileira de Desportos (CBD), atual Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
Em 1950, o Galo realizou inédita excursão pela Europa. Entre 2 de novembro e 7 de dezembro daquele ano, o time disputou dez partidas contra equipes da Alemanha, Áustria, Bélgica, Luxemburgo e França. Foram seis vitórias, dois empates e apenas duas derrotas. A notável campanha nos frios gramados do Velho Continente, alguns cobertos de neve, rendeu ao Atlético o título simbólico de ‘Campeão do Gelo’ e abriu as portas da Europa para o futebol brasileiro.
Mais um feito inédito seria alcançado em 1969, quando o Atlético se tornou a única equipe do mundo a derrotar a Seleção Brasileira que, um ano depois, conquistaria o tricampeonato mundial, no México. Atuando no Mineirão, o Galo venceu por 2 a 1, gols de Amaury e Dadá Maravilha, com Pelé, em posição de impedimento, descontando para o Brasil.
Em 1971, o Atlético se sagrou o primeiro Campeão Brasileiro, conquistando o título com vitórias sobre São Paulo e Botafogo no triangular final da competição. Em 27 jogos, o Galo fez uma bela campanha e conquistou o primeiro campeonato nacional organizado pela CBF. O artilheiro do torneio também foi alvinegro: Dario marcou 15 gols, e inclusive, o do título contra o Botafogo-RJ, em pleno Maracanã.
CAMPEÃO BRASILEIRO 1971
A escrita pioneira continuou em 1992, com a conquista continental da primeira Copa Conmebol. O segundo título do torneio veio em 1997.
Em 2013, o Galo conquistou a América pela primeira vez ao se sagrar campeão da Copa Libertadores, sob a administração do presidente Alexandre Kalil.
Em campo, a equipe comandada pelo técnico Cuca teve o talento de Ronaldinho Gaúcho, a juventude de Bernard e Luan, o oportunismo de Jô e Alecsandro, a habilidade de Diego Tardelli, a força de Pierre, Leandro Donizete, a experiência de Gilberto Silva e Josué, a segurança de Réver, Leonardo Silva e Rafael Marques, a regularidade de Marcos Rocha, Richarlyson e Júnior César e a precisão do goleiro Victor.
CAMPEÃO DA COPA LIBERTADORES 2013
Em 2014, o Atlético sagrou-se campeão da Recopa Sul-Americana, vencendo o Lanús em duas partidas memoráveis. Foi, também, campeão da Copa do Brasil em campanha épica na qual superou Palmeiras, Corinthians, Flamengo e Cruzeiro.
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