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quarta-feira, 7 de novembro de 2018

TAÇA LIBERTADORES DA AMÉRICA - LIBERTADORES DA AMÉRICA 1961

Se ser campeão da Libertadores já é um grande feito, ganhar a Libertadores por duas vezes seguidas aumenta o feito em 200%. E foi isso que aconteceu na temporada de 1961, o Peñarol atual campeão da temporada de 1960, conseguiu o bi em jogos históricos.

Dessa competição participaram nove equipes, que foram: Indepiendente-ARG, Jorge Wilstermann-BOL, Palmeiras-BRA, Colo-Colo-CHI, Santa Fé-COL, Barcelona-EQU, Olimpia-PAR, Universitário-PER e o atual campeão até então, Peñarol-URU. Vale ressaltar que o Equador e a Colômbia não mandaram representantes na primeira edição da Copa, em 1960, e tiveram que fazer um playoff para saber qual equipe iria entrar na fase de grupos da edição de 1961. E o Santa Fé conseguiu a classificação após derrotar o Barcelona-EQU por 3x0 jogando na Colômbia e segurando o empate por 2x2 no Equador.


REGULAMENTO.
O regulamento era simples, mata a mata! Com o vencedor no placar agregado se classificando para as semifinais, já que eram oitos equipes.

GRUPOS
E o sorteio das quartas colocou frente a frente: Olimpia x Colo Colo; Universitário x Penarol; Palmeiras x Indepiendente; Santa Fé x Jorge Wilstermann.
E no agregado os placares ficaram:
Grupo 1: Olimpia 6x4 Colo Colo
 Grupo 2: Peñarol 5x2 Universitario
 Grupo 3: Palmeiras 3x0 Indepiendente
 Grupo 4: Jorge Wilstermann 3x3 Santa Fé
, o Santa Fé perdeu o primeiro na Bolivia por 3x2 e venceu o segundo na Colômbia por 1x0 e assim chegou as semifinais da Copa.
SEMIFINAIS
OLIMPIA X PEÑAROL.
A final da temporada 1960 da Libertadores foi entre Olimpia versus Peñarol e a semifinal da temporada 1961, colocou as equipes frente a frente novamente. De um lado o favorito Peñarol do outro o bom time do Olimpia, que queria a revanche, porém…
Jogo 1: Penãrol 3x1 Olimpia. Estádio Centenário, Uruguai.
 Jogo 2: Olimpia 1x2 Peñarol. Estádio Manuel Ferreira, Paraguai.
Peñarol classificado para sua segunda final consecutiva! E um fato interessante nessa última partida foi a forma que ele foi desenhada. O Olimpia abriu o placar aos 10’ do 1° tempo e jogava por uma boa por toda segunda etapa para se classificar, porém aos 33’ do 2° tempo o empate do Peñarol e aos 35’ o gol da classificação, marcado por Luís Cubila, o mesmo que fez o gol do título na final do ano anterior entre essas duas equipes.
PALMEIRAS X SANTA FÉ
E o Palmeiras seria o primeiro brasileiro a chegar nas semifinais da Copa dos Campeões da America e era favorito perante a equipe colombiana, e goleou em casa para se classificar para a final da Copa dos Campeões da America.
Jogo 1: Santa Fé 2x2 Palmeiras. El Campim, Colômbia.Jogo 2: Palmeiras 4x1 Santa Fé. Pacaembu, São Paulo.
Palmeiras classificado e decidiria o título em casa.
FINAL
De um lado os atuais campeões da Libertadores, uma equipe com Maidana, Cubilla e Spencer versus o Palmeiras de Djalma Santos, Chinesinho e companhia. E foram dois grandes jogos, no Uruguai vitória do Peñarol no finalzinho e em São Paulo empate com gols, depois de uma pressão absurda do Palmeiras que parou e Maidana.
Jogo 1: Peñarol 1x0 Palmeiras. Estádio Centenário, Uruguai. Spencer fez aos 44’ do 2° tempo o gol solitário do primeiro confronto.


Jogo 2: Palmeiras 1x1 Peñarol. Estádio Pacaembu, São Paulo.José Sasia abriu o placar aos 5’ do 1° tempo e Nardo empatou aos 25° da segunda etapa.

FICHA TÉCNICA DO 2° JOGO DA FINAL
PALMEIRAS: Waldir de Moraes; Waldemar Carabina, Aldemar Santos e Djalma Santos; Zequinha e Geraldo da Silva; Julinho Botelho, José Romero (Nardo), Geraldo Scotto, Chinesinho e Gildo.
 Técnico: Armando Federico Renganeschi
PEÑAROL: Maidana; William Martinez, Nuber Cano, Edgardo Gonzales e Roberto Matosas; Wálter Aguerre e Luis Alberto Cubilla; Ernesto Ledesma, Alberto Pedro Spencer, José Francisco Sasia e Juan Víctor Joya.
 Técnico: Roberto Scarone.




 WILLIAM MARTINEZ, LUIS MAIDANA, NUBER CANO, EDGARDO GONZALEZ, NESTOR GONÇALVEZ e  WALTER AGUERRE, LUIS CUBILLA, ERNESTO LEDESMA, JOSÉ PEPE SASÍA, ALBERTO SPENCER e JUAN VICTOR JOYA.




DJALMA SANTOS, WALDIR, ALDEMAR, GERALDO, ZEQUINHA e WALDEMAR. GILDO, JULINHO BOTELHO, GERALDO II, CHINEZINHO e ROMEIRO.

terça-feira, 18 de setembro de 2018

TAÇA LIBERTADORES DA AMÉRICA - LIBERTADORES DA AMÉRICA 1960


PEÑAROL CAMPEÃO DA PRIMEIRA TAÇA LIBERTADORES 1960 - MAIDANA, MARTINEZ, SALVADOR, PINO, NESTOR GONÇALVEZ e AGUIRRE. LUIS CUBILLA, LINAZZA, SPENCER, GRIECCO e BORGES. 



Em setembro de 1958, o brasileiro José Ramos de Freitas, então presidente da CONMEBOL, fez uma viagem à Argentina, para, dentre outros assuntos, tratar da criação de um campeonato sul-americano de clubes campeões. Em 5 de março de 1959, acontece em Buenos Aires, sede da 26ª Copa América, o 30º Congresso Ordinário da CONMEBOL. Naquela reunião foi anunciada a criação da Copa dos Campeões da América, que reuniria todos os times campeões nacionais na América do Sul para uma disputa de melhor time do continente. Em 1965, esse mesmo torneio seria rebatizado de Copa Libertadores da América em homenagem aos heróis das independências das nações sul-americanas, como Simón BolívarJosé de San MartínPedro IBernardo O'HigginsJosé Gervasio Artigas, entre outros.


A primeira edição da então Copa dos Campeões ocorreu em 1960. Participaram sete equipes na edição inaugural: 
Bahia do BrasilJorge Wilstermann da BolíviaMillonarios da ColômbiaOlimpia do ParaguaiPeñarol do UruguaiSan Lorenzo da Argentina e Universidad do Chile. Todos esses times foram campeões nacionais de suas respectivas ligas em 1959. O primeiro jogo da história da competição ocorreu em 19 de abril de 1960. Foi vencido pelo Peñarol, que derrotou Jorge Wilstermann por 7-1. O primeiro gol na história da Copa Libertadores foi marcado pelo atacante uruguaio Carlos Borges do Peñarol. Os uruguaios ganharam essa primeira edição, derrotando o Olimpia nas finais

Com um time contando com boas peças como Luis Cubilla, Néstor Gonçálves e Alberto Spencer, o time dirigido por Roberto Scarone sagrou-se oficialmente o primeiro campeão continental em cima do Club Olimpia, enfrentando no final do ano o campeão da Liga dos Campeões da UEFA de 1960, Real Madrid, no Mundial.

Iniciou-se em 19 de abril e finalizou-se a 19 de junho. A organização da competição era muito simples. Pode-se equiparar à primeira Copa do Mundo, em que houveram pouquíssimos competidores com relação a organização atual.

A primeira fase é equivalente à quartas-de-final: 4 contra 4, partida de ida e volta, caso houvesse empate no saldo total, haveria mais uma partida de desempate. 

As chaves ficaram assim:


Peñarol x Jorge Wilstermann

PEÑ 7 x 1 JOR
JOR 1 x 1 PEÑ

San Lorenzo x Bahia

SAN 3 x 0 BAH
BAH 3 x 2 SAN

Universidad de Chile x Millonarios

UNI 0 x 6 MIL
MIL 1 x 0 UNI

Universitario x Olimpia

Universitario desistiu de competir, logo o Olimpia avançou por W.O.




Após a primeira fase (ou quartas-de-final), foram disputadas as semifinais, postas da seguinte maneira:


Peñarol x San Lorenzo

PEÑ 1 x 1 SAN
SAN 0 x 0 PEÑ
Partida de desempate, ocorrida em Montevidéu (ainda não ocorria em campo neutro)
PEÑ 2 x 1 SAN

Millonarios x Olimpia

MIL 0 x 0 OLI
OLI 5 x 1 MIL


Olimpia confirma que não brinca em serviço e goleia o Millonarios, que goleou a Universidad de Chile. E chegam os dois times à final, sendo o Olimpia favoritíssimo. Eis que o time do Peñarol mostra que favoritismo não ganha jogo.

1° jogo: Peñarol 1 x 0 Olimpia. Diante de 45 mil aurinegros no gigante Estádio Centenário, Peñarol vence com a vantagem mínima o time paraguaio. Gol do craque Alberto Spencer, aos 34 do segundo tempo.

2° jogo: Olimpia 1 x 1 Peñarol. No Estádio Defensores del Chaco, com a capacidade máxima preenchida, 35 mil torcedores. Aos 28 minutos do primeiro tempo, Hipólito Recalde abre o placar para os paraguaios e mantém a vantagem mínima (e igualdade no saldo) até 38 do segundo tempo. Peñarol, time muito conhecido por "colocar água no chopp" nos últimos momentos do jogo, o fez mais uma vez. Aos 39 do segundo tempo, Cubilla, um dos únicos ídolo das duas grandes torcidas uruguaias, fez o gol que calou a torcida alvinegra. 


Club Atlético Peñarol se sagra campeão da primeira edição da Libertadores existente. Campeão da Copa Libertadores de 1960, e em cima de um gigante. A primeira de suas muitas taças.