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quarta-feira, 21 de novembro de 2018
FUTEBOL DE TODOS OS TEMPOS - CORITIBA 1909
CORITIBA 1909 - WALTER DIETRICH, ALFREDO HAUER, ALFREDO LABSCH, ARTHUR HAUER, ,LEOPOLDO OBLADEN, EROTIDES CALBERG e ARTHUR IVERSEN. CARLOS SCLEMKER, ROBERTO JUCKHS e THEODORE OBLADEN. RUDOLF KASTRUP, ALBINO HAUER, WALDEMAR HAUER, J. MASCHKE e FRITZ ESSENFELDER.
quarta-feira, 14 de novembro de 2018
FUTEBOL DE TODOS OS TEMPOS - RIVER PLATE 1905
RIVER PLATE 1905 - Luraschi, Griffero e Priano; Messina, Morroni e Chagneaud; García, Abaco Gómez, Chiappe, Politano e Fernández.
segunda-feira, 12 de novembro de 2018
FUTEBOL DE TODOS OS TEMPOS - BOTAFOGO 1907
BOTAFOGO 1907 - ÁLVARO, RAUL e OTÁVIO. NORMAM, ANTONIO LUIS e LULU. ATALIBA, FLÁVIO RAMOS, CANTO, GILBERT e EMANOEL.
quinta-feira, 13 de setembro de 2018
FUTEBOL DE TODOS OS TEMPOS - SÃO CRISTÓVÃO CAMPEÃO CARIOCA DE 1926
SÃO CRISTÓVÃO CAMPEÃO CARIOCA DE 1926 - PAULINO, PÓVOA, ZÉ LUIZ, JULINHO, HENRIQUE, ALBERTO, OSVALDO, OTÁVIO JABURU, VICENTE, ARTUR BAIANINHO e TEÓFILO.
terça-feira, 11 de setembro de 2018
FUTEBOL DE TODOS OS TEMPOS - GRÊMIO e INTERNACIONAL 1967
IMAGEM RARA : GRÊMIO E INTER POSANDO JUNTOS NA ESTREIA DO ROBERTÃO 1967 - ALBERTO, GAINETE, CLÉO, ALTEMIR, SADI, AÍRTON, SCALA, SÉRGIO LOPES, LUÍS CARLOS, EVERALDO, ÉLTON, ÁUREO e LAURÍCIO. CARLITOS, ALCINDO, BRÁULIO, JOÃOZINHO, DAVI, BABÁ, LAMBARI, VOLMIR e DORINHO.
segunda-feira, 10 de setembro de 2018
FUTEBOL DE TODOS OS TEMPOS - SELEÇÃO AMERICANA 1930
SELEÇÃO DOS ESTADOS UNIDOS , COPA DO MUNDO DE 1930 NO URUGUAI - JIMMY DOUGLAS, ALEXANDER WOOD, GEORGE MOORHOUSE, JIMMY GALLAGHER, RAPHAEL TRACEY, ANDY AULD, BILLY GONSALVES, TOM FLORIE, BERT PATENAUDE, JIM BROWN e BART McGHEE
sábado, 1 de setembro de 2018
FUTEBOL DE TODOS OS TEMPOS - BOTAFOGO CAMPEÃO CARIOCA DE 1912
EDGARD DUTRA, JUCA COUTO, ÁLVARO WERNECK, LULU ROCHA e ROLANDO de LAMARE. CARLOS VILLAÇA, ABELARDO de LAMARE. DÉCIO VICCARI, EDGARD PULLEN, MIMI SODRÉ e LAURO SODRÉ.
terça-feira, 21 de agosto de 2018
segunda-feira, 20 de agosto de 2018
quarta-feira, 8 de agosto de 2018
FUTEBOL DE TODOS OS TEMPOS - BANGU CAMPEÃO MUNDIAL DE 1960
Campeão mundial de 1960: Bangu, Bangu, Bangu!
“Em Bangu se o clube vence há na certa um feriado, comércio fechado”.
A frase acima representa um pequeno trecho do hino banguense. Se considerarmos esta frase verdadeira… Realmente o comercio fechou em 06 de Agosto de 1960. Bangu Campeão mundial! Isso mesmo, Bangu campeão do International Soccer League de 1960.
Em 1960, William Cox, um empresário americano e proprietário do Philadelphia Philies uma equipe de Basebol dos EUA, viu um mercado em potencial no país para o futebol de alto rendimento. Reconhecendo que os clubes da Liga americana não apresentavam um futebol suficientemente vistoso para atrair novos fãs, começou a considerar a possibilidade de convidar equipes européias e sul-americanas para o seu campeonato.
O futebol nos EUA é gerido pela United States Soccer Football Association (USSFA). Como membro da FIFA, o USSFA tinha em suas mãos o domínio do futebol no país, obrigando o empresário filiar-se a American Soccer Leaguer, uma liga reconhecida pela USSFA.
Resolvido esse impasse, ficava a missão de convidar os clubes que configuravam o cenário do futebol mundial no período. Foram convidados: Kilmarnock (Escócia), Burnley (Inglaterra), Red Star Belgrade (Iugoslávia), Sampdoria (Itália), Nice (França), Rapid Wien (Áustria), Sporting (Portugal), Bayern de Munique (Alemanha), Norrkoping (Suécia), Glenavon (Irlanda do Norte), Bangu (Brasil) e o New York Americans, criado para representar o país sede.
Times que participaram da International Soccer League de 1960
New York Americans – Time convidado (país sede)
Bangu Atlético Clube – Vice-campeão Carioca de 1959
Burnley Football Club – Campeão Inglês de 1959/60
Estrela Vermelha de Belgrado – Campeão Iugoslavo de 1959/60
FC Bayern München – 3º lugar Oberliga Süd de 1959/60
Glenavon Football Club – Campeão Norte-Irlandês de 1959/60
IFK Norrköping – Campeão Sueco de 1960
Kilmarnock Football Club – Vice-campeão Escocês de 1959/60
Sporting Clube de Portugal – Vice-campeão Português de 1959/60
Sportklub Rapid Wien – Campeão Austríaco de 1959/60
OGC Nice – Campeão francês de 1958/59
Unione Calcio Sampdoria – 5º lugar Campeonato Italiano de 1958/59
Bangu Atlético Clube – Vice-campeão Carioca de 1959
Burnley Football Club – Campeão Inglês de 1959/60
Estrela Vermelha de Belgrado – Campeão Iugoslavo de 1959/60
FC Bayern München – 3º lugar Oberliga Süd de 1959/60
Glenavon Football Club – Campeão Norte-Irlandês de 1959/60
IFK Norrköping – Campeão Sueco de 1960
Kilmarnock Football Club – Vice-campeão Escocês de 1959/60
Sporting Clube de Portugal – Vice-campeão Português de 1959/60
Sportklub Rapid Wien – Campeão Austríaco de 1959/60
OGC Nice – Campeão francês de 1958/59
Unione Calcio Sampdoria – 5º lugar Campeonato Italiano de 1958/59
Grupo 1
Kilmarnock
Burnley
Nice
New York Americans
Bayern de Munique
Glenavon F.C.
Kilmarnock
Burnley
Nice
New York Americans
Bayern de Munique
Glenavon F.C.
Grupo 2
Bangu
Estrela Vermelha
Sampdoria
Sporting
IFK Norrköping
Rapid Wien
Bangu
Estrela Vermelha
Sampdoria
Sporting
IFK Norrköping
Rapid Wien
A única equipe sul-americana na competição seria proveniente do Brasil, o atual campeão mundial de futebol, com o título conquistado na Suécia em 1958. Como ainda não existia um Campeonato Brasileiro que pudesse apontar um representante para o Torneio Internacional, Bill Cox resolveu escolher um grande time, que em 1959 tivesse conquistado um título nos grandes centros (Rio de Janeiro ou São Paulo).
Segundo Molinari (2010), o Fluminense, campeão em 1959 no Rio de Janeiro, não poderia participar do evento por estar envolvido nos jogos do Torneio Rio-São Paulo, assim como o Palmeiras, campeão paulista, estaria na mesma competição. [1]O convite, então, acabou chegando às mãos do Bangu, que era o atual vice-campeão carioca. O clube de Moça Bonita cancelou uma viagem marcada para a Europa, para poder disputar o primeiro Campeonato Mundial Interclubes, em Nova York, no período de 4 de julho a 6 de agosto.
Ainda de acordo com o autor, o presidente Maurício César Buscácio, ao contrário dos dirigentes de Fluminense e Palmeiras, preferiu arriscar.
Além dos 17 atletas, embarcaram no dia 30 de junho, o chefe da delegação Sérgio Vasconcelos, o médico Ivon Côrtes, o jornalista da Rádio Nacional Antônio Cordeiro, o presidente Buscácio e o técnico Tim.
Pelo regulamento do Torneio apenas o campeão de cada grupo passaria para próxima fase. Ou seja, o campeão do grupo A e o campeão do grupo B decidiriam o título em uma partida única.
Kilmarnock 0 X 2 Bangu
Estádio: Estádio Polo Grounds
Árbitro: James McLean
Público: 25.440
BANGU – Ubirajara, Joel e Darci Faria; Zózimo, Ananias e Nilton dos Santos; Correia, Zé Maria, Décio Esteves, Valter e Beto.
KILMARNOCK – Jimmy Brown, Jimmy Richmond e Matt Watson; Frak Beattie, Bill Toner e Bobby Kennedy; H. Brown, Jackie McInally, Vernon Wentzel, Bert Black e Billy Muir.
Gols: Valter (2 vezes), aos 3min do 1º tempo e aos 42min do 2º tempo
Estádio: Estádio Polo Grounds
Árbitro: James McLean
Público: 25.440
BANGU – Ubirajara, Joel e Darci Faria; Zózimo, Ananias e Nilton dos Santos; Correia, Zé Maria, Décio Esteves, Valter e Beto.
KILMARNOCK – Jimmy Brown, Jimmy Richmond e Matt Watson; Frak Beattie, Bill Toner e Bobby Kennedy; H. Brown, Jackie McInally, Vernon Wentzel, Bert Black e Billy Muir.
Gols: Valter (2 vezes), aos 3min do 1º tempo e aos 42min do 2º tempo
Com três vitórias e um empate, o clube conquistou o primeiro lugar no grupo A, garantindo seu lugar na final.
A equipe composta por Ubirajara, Joel, Darci Faria, Zózimo, Ananias, Nilton dos Santos, Luis Carlos, Zé Maria, Correia, Ademir da Guia e Beto sagrava-se campeão invicto após vencer o Kilmarnorck por 2×0, tendo como craque do torneio Ademir da Guia, com apenas 18 anos.
O bairro entraria em delírio para receber os campeões, e com certeza teve… Comércio fechado!
CURIOSIDADES…
O Campeonato carioca não esperou o Bangu, sendo a equipe representada por juniores nas três primeiras rodadas (Jornal do Brasil, 05 de agosto de 1960).
Campanha do Bangu no Torneio Internacional
Jogo A – Bangu 4×0 Sampdoria no dia 4 de julho de 1960
Jogo B – Bangu 3×2 Rapid Wien no dia 10 de julho de 1960
Jogo C – Bangu 5×1 Sporting no dia 16 de junho de 1960
Jogo D – Bangu 5×2 Red Star no dia 18 de junho de 1960
Jogo E – Bangu 0x0 Norrkoping no dia 20 de junho de 1960
Semi – Final – Bangu 2×0 Red Star no dia 31 de julho de 1960
Final – Bangu 2×0 Kilmarnorck no dia 6 de agosto de 1960
Jogo A – Bangu 4×0 Sampdoria no dia 4 de julho de 1960
Jogo B – Bangu 3×2 Rapid Wien no dia 10 de julho de 1960
Jogo C – Bangu 5×1 Sporting no dia 16 de junho de 1960
Jogo D – Bangu 5×2 Red Star no dia 18 de junho de 1960
Jogo E – Bangu 0x0 Norrkoping no dia 20 de junho de 1960
Semi – Final – Bangu 2×0 Red Star no dia 31 de julho de 1960
Final – Bangu 2×0 Kilmarnorck no dia 6 de agosto de 1960
Em pé: Joel, Ubirajara, Darci Faria, Ananias, Zózimo, Nilton dos Santos. Agachados: Correia, Zé Maria, Luís Carlos, Ademir da Guia e Beto.
Nunca houve nenhuma mobilização para que o título do Bangu fosse considerado oficial. Todavia, antes do início da competição, diversos jornais do país intitulavam a competição como torneio mundial de futebol. Exemplo a edição do Jornal Folha de São Paulo em 15 de Janeiro de 1960.
Fato é que a ISL sempre foi considerada um torneio amistoso, mesmo que tenha tido a supervisão de Stanley Rous , então presidente da Associação Inglesa de Futebol, secretário-geral e vice-presidente da FIFA. A única certeza é que esta foi a primeira tentativa moderna para criar uma liga de futebol importante nos Estados Unidos.
BANGU – A equipe “campeã mundial” de 1960
1 – Ubirajara
2 – Joel
3 – Darci Faria
4 – Zózimo
5 – Ananias
6 – Nilton dos Santos
7 – Correia
8 – Zé Maria
9 – Décio Esteves (C)
10 – Válter
11 – Beto
12 – Aílton
13 – Mário Tito
14 – Paulo César
15 – Ademir da Guia
16 – Luís Carlos
17 – Durval
2 – Joel
3 – Darci Faria
4 – Zózimo
5 – Ananias
6 – Nilton dos Santos
7 – Correia
8 – Zé Maria
9 – Décio Esteves (C)
10 – Válter
11 – Beto
12 – Aílton
13 – Mário Tito
14 – Paulo César
15 – Ademir da Guia
16 – Luís Carlos
17 – Durval
Técnico: Elba de Pádua Lima (Tim)
segunda-feira, 6 de agosto de 2018
FUTEBOL DE TODOS OS TEMPOS - SELEÇÃO PORTUGUESA 1921
SELEÇÃO DE PORTUGAL 1921 - JORGE VIEIRA, JOSÉ MARIA GRALHA, ANTÔNIO AUGUSTO LOPES, ANTÔNIO PINHO, RIBEIRO DOS REIS, RAUL NUNES [ SECRETÁRIO DA FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE FUTEBOL ] , CÂNDIDO DE OLIVEIRA, ARTUR AUGUSTO, VITOR GONÇALVES, JOÃO FRANCISCO MAIA, CARLOS GUIMARÃES e ALBERTO AUGUSTO.
Atualmente uma das seleções que marcam presença constante nos mundiais (desde 2002, esteve presente em todas) e que conta com um dos melhores jogadores da atualidade, Cristiano Ronaldo, a Seleção Portuguesa conta com uma bela história, de grandes jogadores como Eusébio, Paulo Futre e Luís Figo, que começou em 1921.
A data, se você for parar para pensar, é um pouco tardia. Os países europeus, em sua maioria, já jogavam entre si a alguns anos antes da criação da Seleção Portuguesa. Por isso, os adeptos do esporte no país cobravam a montagem do selecionado para representar o rubro-verde em jogos internacionais.
Foi assim que, em 1921, foi montada a primeira Seleção Portuguesa. E como acontece na maioria dos casos de estreia, o rival escolhido para o embate foi a seleção do país vizinho: a Espanha. Os espanhóis jogaram pela primeira vez em um selecionado em 1920 e este ano de experiência foi fundamental na partida
O jogo foi marcado para o dia 18 de dezembro de 1921, no Estádio Manzanares, em Madri. Com uma pequena experiência em partidas internacionais e jogando em casa, a Espanha era a favorita para a partida, além de contar com o grande goleiro Zamora, considerado, na época, um dos melhores da Europa.
Pois logo no início da partida, os portugueses sentiram o peso da estreia. Com 10 minutos de partida, os espanhóis já estavam ganhando por 2 a 0, com gols de Meana e Alcantara. Após o susto, a Seleção Portuguesa começou a equilibrar a partida e chegando algumas vezes com perigo ao gol de Zamora.
Na segunda etapa, a Espanha voltou a dominar o jogo, mas sem criar grandes chances. O terceiro gol espanhol saiu aos 21 minutos, novamente com Alcantara. O time espanhol era mais experiente e mostrava isso em suas jogadas, bem melhor tramadas.
Mesmo com um 3 a 0 contra no placar, os portugueses continuavam tentando o primeiro gol, aquele que ficaria na história. E conseguiram aos 30 minutos do segundo tempo: de pênalti, Alberto Augusto deixou seu nome para sempre nos anais do futebol português ao marcar o tento lusitano.
O início da Seleção Portuguesa foi complicado. A primeira vitória só veio em 1925, contra os italianos por 1 a 0. Já o primeiro triunfo contra os espanhóis foi apenas em 1937. Porém, Portugal já deixou sua marca no futebol mundial. Esteve em duas semifinais de Copa do Mundo e uma final de Eurocopa.
Ficha Técnica
Espanha 3 x 1 Portugal
Data: 18 de dezembro de 1921.
Local: Estádio Manzanares - Madri - Espanha.
Público: 14 mil torcedores.
Árbitro: M. Barette (Bélgica).
Espanha: Zamora; Meana e Fajardo; Balbino, Pololo, Arrate; Sesumaga, Arbide, Pagaza, Olaso e Alcantara - Técnicos: Manuel Castro e Julian Ruéte.
Portugal: Carlos Guimarães; Vitor Gonçalves e Atónio Pinho; Jorge Vieira, João Maia e Lopes; Cândido de Oliveira; José Maria Gralha, Ribeiro dos Reis, Alberto Augusto e Artur Augusto - Técnico: Carlos Vilar.
Gols: Meana 6' 1T, Alcantara 10' 1T e 21' 2T (Espanha) e Alberto Augusto (pênalti) 30' 2T (Portugal).
[ Crédito - http://www.ocuriosodofutebol.com.br ]
terça-feira, 17 de julho de 2018
JOGOS HISTÓRICOS - PORTUGUESA X BOTAFOGO - RIO- SÃO PAULO 1954
No dia 20 de junho de 1954, Portuguesa e Botafogo subiam ao gramado do estádio do Pacaembu para protagonizar uma partida que se tornaria histórica, válida pelo Torneio Rio-São Paulo.
Os dois clubes atravessavam uma década de ouro, com times memoráveis. Enquanto a Lusa tinha Nena, Ceci e Renato, o Fogão contava com Garrincha, Floriano e Jaime.
A partida começou disputada. A Portuguesa abriu o placar com Osvaldinho aos 16 minutos, mas o Botafogo empatou logo no lance seguinte, aos 17 minutos, com Dino da Costa.
O atacante luso Edmur, porém, tratou de desequilibrar o jogo. O artilheiro colocou a Lusa novamente em vantagem aos 33 minutos do primeiro tempo e ampliou aos 27 minutos do segundo.
Como o placar favorecia a Portuguesa, os jogadores deram início à famosa catimba. Querendo que o tempo passasse, surgiram os toques de lado e as demoras nas cobranças.
Até que, aos 31 minutos da etapa final, o zagueiro botafoguense Thomé perdeu a paciência. Ele iria cobrar um escanteio e se irritou com Ortega, da Lusa, que tentava retardar o lance.
Thomé partiu para cima de Ortega e deu início a uma batalha campal no Pacaembu. A briga foi generalizada, incluindo os reservas, com jogadores trocando socos e pontapés.
O árbitro Carlos de Oliveira Monteiro, sem saber o que fazer para dar fim à confusão, decidiu expulsar todo mundo. Sim, todos os atletas. Foram nada menos que 22 expulsões ao mesmo tempo.
Na Portuguesa, saíram Lindolfo, Nena, Valter, Herminio, Clóvis, Ceci, Dido, Renato, Nelsinho, Edmur e Ortega.
No Botafogo, foram Pianowski, Thomé, Floriano, Ruarinho, Bob, Juvenal, Garrincha, Dino da Costa, Carlyle, Jaime e Vinícius.
A partida, portanto, foi encerrada por falta de jogadores. Esse foi o recorde de expulsões em um mesmo jogo no futebol brasileiro. Naquele ano, o Rio-São Paulo foi vencido pelo Corinthians.
20 de junho:
Portuguesa 3-1 Botafogo
Pacaembu – São Paulo (SP)
Renda: Cr$ 44.005,00
J: Carlos de Oliveira Monteiro (Tijolo)
Osvaldinho e Edmur (2) – Dino da Costa
Observação: os 22 jogadores foram expulsos
APD: Lindolfo; Nena e Valter; Hermínio, Clóvis e Ceci; Dido, Renato, Nelsinho (Osvaldinho), Edmur e Ortega.
Técnico: Abel Picabéa
BFR: Pianovsky; Tomé e Floriano; Ruarinho, Bob e Juvenal; Garrincha, Dino da Costa, Carlyle, Jaime e Vinicius.
Portuguesa 3-1 Botafogo
Pacaembu – São Paulo (SP)
Renda: Cr$ 44.005,00
J: Carlos de Oliveira Monteiro (Tijolo)
Osvaldinho e Edmur (2) – Dino da Costa
Observação: os 22 jogadores foram expulsos
APD: Lindolfo; Nena e Valter; Hermínio, Clóvis e Ceci; Dido, Renato, Nelsinho (Osvaldinho), Edmur e Ortega.
Técnico: Abel Picabéa
BFR: Pianovsky; Tomé e Floriano; Ruarinho, Bob e Juvenal; Garrincha, Dino da Costa, Carlyle, Jaime e Vinicius.
quarta-feira, 4 de julho de 2018
FUTEBOL DE TODOS OS TEMPOS - ESPORTE CLUBE VITÓRIA - CAMPEÃO BAIANO DE 1908
Em 1908, na quarta versão do Campeonato Baiano de Futebol, o Esporte Clube Vitória conquistava o seu primeiro título como campeão baiano da primeira divisão. Nesse mesmo exercicio conquistava pela segunda vez consecutiva também o Campeonato Baiano de Futebol da segunda divisão, ou seja, Vitória em dose dupla, neste caso vale o trocadilho. Naquele tempo o campeonato baiano era disputado pelo Internacional, campeão do primeiro torneio, São Salvador, campeão dos torneios de 1906 e 1907, Esporte Clube Vitória, Baiano, Santos Dumont e Atlético.
O time campeão era formado por rapazes brancos da aristocracia baiana, filhos de grandes comerciantes e industriais, a maioria moradores do Corredor da Vitória, Graça, Garcia e Barra. Integrado por Alberto Catharino, Alvaro Tarquínio, Mario Pereira, Adriano Porto, Noé Nunes, Armando Gordilho, Oscar Alves, Fernando Alves, Bernardo Catarino Junior, Oscar Luz, Alfredo Seixas, Mário Muller R.Mc Noir, Galvão e Mário Pereira.
O Esporte Clube Vitória que nascera como um clube de cricket passava a priorizar dois esportes: o remo e o futebol e assim seria ao longo das duas primeiras décadas. Foi o remo que motivou o clube a ter uma sede no Porto da Barra, de onde nasceu a expressão Leão da Barra, local onde eram guardadas as embarcações e eram realizadas algumas competições nauticas. A ilustração da revista Semana Sportiva de 1921, revela as cores do Vitória na indumentária do segundo nadador da esquerda para a direita, com as listras no sentido horizontal.
terça-feira, 3 de julho de 2018
FUTEBOL DE TODOS OS TEMPOS - RIO BRANCO ATLÉTICO CLUBE BI CAMPEÃO CAPIXABA 1918 / 1919
O Rio Branco tem 36 taças de vencedor do Campeonato Capixaba. A disputa, que ainda era conhecida como Campeonato da Cidade, começou em 1917, e logo na primeira edição foi um dos finalistas - perdeu a decisão para o América, de Vitória. Para compensar, o time venceu os dois estaduais seguintes. Em 1918 deu o troco no América na decisão. O time base era formado por Reynaldo Pinto, Raul e Análio; Nelson, J. Carvalhinho e Odilon; Edmundo, Costinha, Paixão, Carlito e Pavão – note como os times da época tinham um posicionamento tático mais ofensivo. Na campanha da primeira conquista os comandados de Lulu Rocha fizeram 8 jogos, com seis vitórias e apenas uma derrota.
Em franco crescimento e já com uma notável torcida, o Rio Branco levou também a taça de 1919. Na decisão a vítima da vez o Vitória: Brancão bicampeão 3 a 1. Ainda sob o comando de Lulu Rocha e com a base do time formado por Reynaldo Pinto, Raull, Zaqueu; Edmundo, Odilon e Quintaes; Costinha, Paixão, Quintete, Reynaldo e Ciro.
sábado, 16 de junho de 2018
FUTEBOL DE TODOS OS TEMPOS - FIGUEIRENSE CAMPEÃO CATARINENSE DE 1974
NILSON, CASAGRANDE, PINGA, NÉLSON, SÉRGIO LOPES, MOENDA, MARCOS, MOACIR, JACI, LUÍS EVERTON E ZÉ CARLOS.
quinta-feira, 31 de maio de 2018
sábado, 26 de maio de 2018
JOGOS HISTÓRICOS - BRASIL X TCHECOSLOVÁQUIA A BATALHA DE BORDEAUX [ FRANÇA 1938 ]
Quando o assunto é jogo violento em Copa do Mundo, a memória logo puxa duas partidas: a Batalha de Berna entre Brasil e Hungria em 1954 e a derrota brasileira para a Holanda por 2 a 0, vinte anos depois. No entanto, muito antes destes dois jogos, a seleção tupiniquim esteve envolvida em outro duelo violento, este sim, considerado o mais violento de todos os Mundiais.
Foi na Copa do Mundo de 1938, na França, no dia 12 de junho, quando o Brasil enfrentou a Tchecoslováquia no jogo que ficou conhecido como a "Batalha de Bordeaux".
O escrete canarinho enfrentaria os tchecos pelas quartas de final do Mundial, após vencer a Polônia por 6 a 5 na fase preliminar. O adversário tinha batido a Holanda por 3 a 0 e a partida com os brasileiros estava marcado para às 17h, no Stade du Parc Leisure.
O que prometia ser um bom jogo de futebol, entre duas boas seleções e uma distração para o fim de tarde de 19 mil franceses, que naquela época ainda viam o futebol como entretenimento, rapidamente se transformou em uma guerra.
Leonidas, Batatais, Perácio, Domingos da Guia, Brandão, Zezé Procópio,Machado, Roberto, Romeu Pellicciari, Afonsinho e Patesko
O árbitro húngaro Paul von Hertzka deixou o "pau cantar" dentro das quatro linhas e as jogadas violentas não tardaram a começar. O brasileiro Zezé Procópio foi o primeiro a "abrir a caixa de ferramentas" e foi expulso com apenas 14 minutos de jogo. Ainda assim, quem abriu o placar foi o Brasil, com o espetacular Leônidas da Silva, aos 30 minutos. No entanto, a diferença numérica em campo começou a ser sentida pelo escrete canarinho, e Nejedly, de pênalti, empatou para os tchecos aos 20 minutos da segunda etapa.
O árbitro húngaro Paul von Hertzka deixou o "pau cantar" dentro das quatro linhas e as jogadas violentas não tardaram a começar. O brasileiro Zezé Procópio foi o primeiro a "abrir a caixa de ferramentas" e foi expulso com apenas 14 minutos de jogo. Ainda assim, quem abriu o placar foi o Brasil, com o espetacular Leônidas da Silva, aos 30 minutos. No entanto, a diferença numérica em campo começou a ser sentida pelo escrete canarinho, e Nejedly, de pênalti, empatou para os tchecos aos 20 minutos da segunda etapa.
É lógico que a pancadaria rolou solta durante todo esse tempo, mas foi só quando Machado e Jan Riha se estranharam que o árbitro resolveu expulsar mais jogadores. Isso foi apenas aos 44 minutos da etapa final. De qualquer forma, a partida terminou em 1 a 1 e foi para a prorrogação, mas o empate persistiu.
Com o regulamento da época, foi marcado um novo jogo para 48 horas depois, afim de decidir quem avançaria às semifinais. É claro que a Batalha de Bordeaux não terminou "apenas" com lances ríspidos e três jogadores expulsos. Dois atletas da Tchecoslováquia foram parar no hospital. O goleiro Planicka quebrou o braço e a clavícula ao chocar-se com o atacante Perácio, enquanto Nejedly, meio-campista, fraturou uma das pernas. Se o jogo terminou empatado na bola - se é quem alguém pensou nisso dentro de campo -, dá para dizer que o Brasil venceu no quesito violência.
Também vale lembrar que esta partida foi a primeira da história das Copas a ter três expulsões. O recorde só batido em 2006, no Mundial da Alemanha, naquele memorável Portugal 1x0 Holanda, em que quatro jogadores foram expulsos - todos no tempo normal.
A revanche? O Brasil venceu a Tchecoslováquia por 2 a 1, de virada, com gols de Leônidas da Silva e Roberto para o escrete canarinho e Kopecky para os tchecos.
Surpresos com o "espetáculo" do primeiro jogo, o público foi maior do que na "Batalha de Bordeaux": 22 mil pessoas foram ao estádio esperando uma nova guerra, mas o árbitro francês Georges Capdeville botou ordem na bagunça e o duelo não foi violento. Algumas pessoas ficaram desapontadas, mas o bom futebol e as canelas dos jogadores ficaram muito agradecidos.
Na semifinal, o Brasil perdeu para a Itália por 2 a 1 e ficou com o terceiro lugar após vencer a Suécia por 4 a 2, enquanto a Itália se sagrou bicampeã mundial após derrotar a Hungria na decisão, também por 4 a 2. O detalhe é que o histórico Leônidas foi o artilheiro daquele Mundial com sete gols.
segunda-feira, 16 de outubro de 2017
JOGOS HISTÓRICOS - 1941 O FLA x FLU DA LAGOA
Com o apito do cronometrista desceu o pano sobre o drama do Campeonato Carioca de Football de 1941. Após quatro turnos tormentosos chegou ao seu final o certame mais árduo que já se disputou no Rio. Sagrou-se campeão o Fluminense, herói do mesmo feito no ano anterior. O grêmio tricolor que estivera distanciado da ponta da tabela cinco pontos conseguiu após esplêndida reação recuperar o terreno perdido para finalmente obter o almejado posto . E foi com a vantagem de um ponto que entro na cancha para enfrentar o seu tradicional rival o Flamengo. Na tarde de domingo os pupilos de Ondino empatando com os rubro negros conseguiram manter-se na posição ganhando assim o laurel máximo do football da metrópole.
A semana que precedeu o famoso clássico não foi boa para os tricolores. Enquanto os rubro-negros seguiam para Lorena afim de se afastarem o máximo dos assuntos referentes a disputa os defensores do Fluminense permaneciam no Rio as voltas com as contusões de Spinelli e depois Norival . Nos dias em que a preparação e o ajuste de linhas do conjunto se faziam mais necessário, os dirigentes do campeão procuravam ainda solver os desfalques inesperados. A gravidade das questões a enfrentar era patente. Lutou-se durante dezenas de horas para conseguir com que Spinelli e Norival retornassem ao team. Mas a palavra do departamento médico foi contrária. Já quinta-feira constatava-se que o estado do back o impediria de participar do clássico número um. Havia esperanças quanto a Spinelli.
A entrada do team no gramado fez desaparecer a última esperança. Brant o substituíra. Causou mesmo estranheza a presença do pivot montanhês no quadro quando se sabia que Og era o reserva de Spinelli e que Brant não jogava a muito na posição.
Foi iniciada a peleja com ataques perigosos do Flamengo. Aos poucos porém a classe de Brant demonstrava as razões de sua escalação. Os tricolores aguentavam as primeiras arremetidas e passacvam naturalmente ao ataque apoiados pela defesa. No décimo era visível o equilíbrio das ações. Faltava algo porém para dar absoluta confiança a torcida do Fluminense. E o algo veio no 20 minuto. Um ligeiro descuido da defesa rubro-negra permitiu que Pedro Amorim mandasse a pelota as redes. Carreiro trabalhou a bola e passou-a ao ponta direita que emendou forte. Os do Flamengo mostraram-se surpreendidos com a conquista do tento e recuaram um pouco. Intensificaram-se os ataques do Fluminense. Acontecia o milagre.
Cinco minutos após, Biguá tocou com a mão na bola dentro da área. Tocou e mostrou-se arrependido. Coplocando as mãos na cabeça e permanecendo parado no local da infração para lá da linha que demarca a área de backs. Juca apitou e colocou a pelota alguns centímetros da área. Pedro Amorim cobrou e a bola foi e voltou a cabeça de Affonsinho três vezes. Na última partiu em direção a Carreiro que desviou para Russo colocando-a este novamente no arco defendido por Yustrich. Era o segundo goal do Fluminense. Uma vantagem quase intransponível. Meio título de campeão garantido. Espanto geral. Espanto quando se viu que o Flamengo custava a se refazer. A iniciativa ainda pertencia aos tricolores. Alguns torcedores rubro-negros ensaiaram abandonar o campo. Procuravam entre os defensores do team um ou dois responsáveis pelo fracasso. Os nomes de Jayme e Reuben apareciam em primeiro plano. Já os tricolores consideraram a contagem boa e cuidaram-se para impedir surpresas recuando os meias e até o center-forward, permanecendo os pontas isolados. Essa tática permitiu ao Flamengo assumir o controle da luta. Minuto minuto foram os seus players aumentando a pressão e na meia hora do tempo atuavam no campo do adversário. Adivinhava-se a abertura do score para os rubro-negros a cada momento. Batataes empregava-se a fundo bem auxiliado por seus companheiros. Uma, duas enfim inúmeras oportunidades se perderam para os vice-lideres.
Faltava o tento para concretizar o domínio. Ele veio aos trinta e cinco minutos. Russo fez foul em Volante. Jayme bateu e a bola caiu sobre o arco tricolor. Batataes fez menção de que ia sair do arco tendo Renganeschi corrido para o local onde descia a pelota. O keeper eo zagueiro tiveram um segundo de indecisão segundo este aproveitado habilmente aproveitado por Pirillo que fez de maneira magistral o 1 goal do Flamengo. Nascia assim a possibilidade da vitória. Uma fase de desnorteamento perturbou os tricolores permanecendo os rubro-negros em franca ofensiva. A vantagem obtida em meio do tempo deixara de ser poderosa e parecia que estava para desaparecer a qualquer instante. O Fluminense passou apenas a se defender evitando a todo custo uma nova conquista do Flamengo. Bola para longe , bem longe da área. Defesa desordenada mas que dava certo pois os ponteiros do relógio andavam.
O apito do cronometrista veio encontrar o Flamengo no ataque. Avançadas sobre avançadas organizavam os rubro-negros, todas porem rechaçadas pelos defensores do Fluminense. Entre os tricolores Batatais, Renganeschi e Affonsinho desdobravam-se contando com a colaboração do demais companheiros. Os três, em primeiro plano, apareciam seguidamente destruindo as pretensões dos avantes contrários. No bate bola a defesa do Fluminense saia-se otimamente dando ocasião para seus atacantes incursionarem em duas ou três vezes. Era Tim carregando a pelota. Russo investido pelo centro perigosamente ou Carreiro enganando os halves adversários. Terminou o hall-time e o placar marcava 2 x 1 a favor dos tricolores.
Voltaram os team a campo e foi reiniciada a peleja. Novamente com o controle do jogo o Flamengo. Os tricolores atacavam mas de longe. Nem por isso essas avançadas deixavam de oferecer perigo para cidadela de Yustrich. As tenazes todavia iam se apertando em torno da área do Fluminense. Insistia o Flamengo crescendo na razão direta a produção da defesa tricolor. Recursos extremos eram utilizados concedendo os backs seguidos escanteios.
Recurso extremos ? Extremos até de mais . Nessa altura um centro de Sá foi desviado com a mão por Affonsinho para corner. Juca deu corner apenas. Compensação ? A falta menor foi cobrada e nada de novo contra o Fluminense. E o cerco continuou. Domingos e Nilton colocados no centro do campo também ajudavam no assédio ao arco de Batataes. A torcida do Flamengo vibrava incentivando seus players. Não havia mais dúvida sobre a nova queda da cidadela do guardiãop tricolor tal o bombardeio que sofria. Somente a fibra dos defensores permitia aos próprios torcedores confiar num sucesso. Aos vinte minutos já começavam...... os feitos do Fluminense.
Esboçou o Fluminense uma ligeira reação tentando fugir do domínio. Pedro Amorim apanhou a pelota e passou-a a Romeu e este a Russo. O center-forward tricolor avançou perigosamente pelo centro invadindo a área. Nilton e Domingos correram para impedir o arremate. Russo foi trancado pelo dois violentamente sendo jogado saindo a pelota pela linha de fundo. Juca mandou que o tiro de meta fosse executado continuando o atacante do Fluminense caído. Yustrich preparou-se para chutar e Carreiro tirou a bola da marca, acenando para o juiz afim de que Russo fosse socorrido.
Finalmente Yustrich carregou Russo para fora de campo e executou a seguir o tiro de meta. Retornou o Flamengo ao ataque e aumentou o cerco. Domingos de uma feita chegou até próximo a área do Fluminense arrematando forte tendo a pelota passado junto a trave superior. Batataes defendia sempre. Bolas para todos os cantos e de todos os feitos. Já estavam jogando atrasados os cinco atacantes do Fluminense, pois mesmo os extremas voltavam até a área para ajudar seus companheiros de retaguarda. O tempo estava se esgotando. Os torcedores do Flamengo olhavam mais para o relógio do que para o campo. Cada minuto que passava era como um novo golpe vibrado na fé do triunfo. No 40 minuto, a cinco do final, pareceu enfim que a almejada vitória estava desenhada. Reuben investiu e chutou violentamente. A pelota apesar de tocada pelos dedos de Batataes , que se atirar com esforço para alcança-la procurou o caminho das redes. Pirillo então entrou e ajudou-a a penetrar na cidadela tricolor. Estava empatada a peleja.
BATATAIS, RENGANESCHI, PEDRO AMORIM, CARREIRO, TIM, MACHADO, MALAZZO, ROMEU, RUSSO, BRANT e AFFONSINHO .
VOLANTE, BIGUÁ, NEWTON, DOMINGOS DA GUIA, YUSTRICH e JAIME, SÁ, ZIZINHO, PIRILLO, REUBEN e VEVÉ.
O nervosismo passou a dominar os torcedores do Fluminense . Antes os rubro-negros pensavam em parar os ponteiros do relógio. Depois eram os tricolores pretendendo faze-los correr, senão voar. A assistência foi tomada de intensa emoção. Adeptos do Flamengo e do Fluminense acompanhavam o desenrolar de cada lance sob a mais viva apreensão. Nada de gritos ou manifestações outras. Os defensores do Fluminense iniciaram dai em deante uma tática que já se anunciava no início da semana. Uma tática simples muito velha, mas de muito efeito. A tática de bola para fora em direção a Lagoa. A pelota subia shootada com violência e caia na água. O juiz pedia outra e era tirado o out side. Novamente bola na Lagoa e os players rubro-negro corriam a busca de outra bola. Dez segundos de uma vez, quinze de outra somando minutos preciosos para o Flamengo. Um recurso de jogo que enfeiou o final da partida podem dizer. Mas um recurso legal e perfeitamente lógico dentro das circunstâncias que cercaram esse mesmo final. Carreiro já havia sido expulso do gramado por um excesso de preciosismo do árbitro. Batataes mal conseguia dominar a dor do braço ferido com uma pisadela proposital de Pirillo. Com o keeper quase sem ação e com menos um player, restava, ao Fluminense defender-se da melhor forma. A forma indicada pelo momento era a cera. Uma cera com moldes novos que a proximidade da Lagoa ajudou. Ainda assim com as interrupções para a exclusão de Carreiro de jogo e para pensar Batataes, os cinco minutos finais do Fla x Flu ficarão eternamente gravados na memória dos fans tricolores como se tivesse durado uma hora. Ninguém ouviu o apito do cronometrista dando por finda a peleja. A tensão nervosa era enorme e somente a entrada em campo de um torcedor tricolor que se achava junto a mesa do oficial da F.M.F fez compreender a assistência e aos próprios jogadores que a jornada terminara. Ponto final de uma peleja exaustiva, fecho emocionante de um certame que se estendera por quase todo o ano prendendo a atenção de centena de milhares de torcedores, consumindo a energia de dezenas de jogadores árbitros e dirigentes. E felizmente tudo terminava bem. Bem para o Fluminense que obtinha o título. Para o Flamengo que perdia o título sem ser derrotado na peleja decisiva. Bem para o esporte com o jogo terminando sem as famosas exibições de indisciplina que estiveram por jogar por terra todas as finalidades do campeonato. Não foi uma peleja livre de senões como focalizaremos a seguir os casos de Pirillo e Carreiro, mas com um coeficiente de disciplina superior.
PIRILLO :
Vamos agora nos reportar a um incidente do penúltimo Fla x Flu. Houve qualquer coisa para o lado da bandeira de corner. Pirillo e Spinelli disputaram uma bola e viu-se nitidamente o center-half dar um soco no centro-avante rubro negro, que com uma esquiva feliz evitou que a mão alcançasse seu rosto. Spineli foi expulso e multado mas Pirillo permaneceu em campo. Fomos dos que viram Pirillo iniciar o combate de box tendo a agressão sido revidada por Spinelli. Os lábios do player tricolor e os quatro dentes abalados provaram que não estávamos longe da verdade. Pirillo negou como negaram a agressão seus defensores.
Novo Fla x Flu. Um Fla x Flu importante para os disputantes com características de decisivo. Pirillo resolveu dar um prova pública de que não nos enganáramos na outra vez. Começou por dar um soco em Renganeschi. Muitos viram, menos Juca provavelmente. Mas a sua atitude mais lamentável foi a de ter pisado o braço de Batataes. E o fato cresce de gravidade ao nos valermos da declaração do arqueiro tricolor no vestiário de que o atacante do Flamengo o havia ameaçado de quebrar o braço. A acusação do guardião do Fluminense é séria e gostaríamos de acreditar não fosse verdadeira.
Sylvio Pirillo um player que foi recebido pelo público e a imprensa do Rio com toda simpatia, simpatia essa a que correspondeu durante tanto tempo, deve evitar assumir atitudes impróprias a um bom esportista. Para tanto possue qualidades técnicas e de caráter bastantes para brilhar, sem necessidade de buscar nos recursos desleais escada para sucesso.
CARREIRO :
Aquela palestra entre Juca e Carreiro antes do início do jogo deveria figurar nos diálogos impossíveis :
- Carreiro, nada de truques hoje
- Sim Juca vou me esforçar para não provocar os adversários.
- O Fluminense acha que não trato bem os jogadores , mas o peor é que alguns jogadores do Fluminense tratam muito mal os adversários.
- Eu por exemplo.
- Sim você. Deixa Yustrich em paz e trata de jogar para o team. Esqueça a arquibancada. Isto aqui é campo de football e não picadeiro.
A conversa não pode prolongar-se mais. Juca mandou os quadros se prepararem para a saída. que segundos depois foi dada.
Carreiro deve ter esquecido a advertência. Por isso ou por aquilo irritou Biguá, Yustrich e outros mais. Quando fez foul em Biguá dentro da área foi punido pelo árbitro e seguro pela gola pelo half . A camisa de Carreiro rasgou um pouco. Mas Carreiro queria impressionar o público e acabou o serviço começando por Biguá rasgando toda a camisa. De busto nu com os frangalhos da camisa nas mãos fez sinal para a assistência. Muitas caretas e gestos de martir provocando a interrupção da peleja. O Sr. José Ferreira Lemos não gostou da atitude do player e fê-lo sair de campo para arranjar outra camisa. Carreiro demorou para encontrar a substituta. Finalmente voltou ao gramado com sua representação. Mais uma vez sua habilidade de artista obtinha sucesso.
As consequências vieram mais tarde já nos minutos finais. Houve um foul contra o Fluminense. Biguá ia cobrar a falta mas Carreiro colocou-se a sua frente. Juca ordenou que se afastasse mas o ponteiro tricolor fez sinais pedindo que o juiz contasse os onze passos da regra. Juca ao que parece perdeu a calma e caminhou para Carreiro empurrando-o para fora do campo. Não nos era possível perceber se o player tricolor disse algo ao juiz mas Juca agiu mal ao usar as mãos ao invés da autoridade para expulsar o jogador.
[ GLOBO SPORTIVO - 25 DE NOVEMBRO DE 1941 ]
A semana que precedeu o famoso clássico não foi boa para os tricolores. Enquanto os rubro-negros seguiam para Lorena afim de se afastarem o máximo dos assuntos referentes a disputa os defensores do Fluminense permaneciam no Rio as voltas com as contusões de Spinelli e depois Norival . Nos dias em que a preparação e o ajuste de linhas do conjunto se faziam mais necessário, os dirigentes do campeão procuravam ainda solver os desfalques inesperados. A gravidade das questões a enfrentar era patente. Lutou-se durante dezenas de horas para conseguir com que Spinelli e Norival retornassem ao team. Mas a palavra do departamento médico foi contrária. Já quinta-feira constatava-se que o estado do back o impediria de participar do clássico número um. Havia esperanças quanto a Spinelli.
A entrada do team no gramado fez desaparecer a última esperança. Brant o substituíra. Causou mesmo estranheza a presença do pivot montanhês no quadro quando se sabia que Og era o reserva de Spinelli e que Brant não jogava a muito na posição.
Foi iniciada a peleja com ataques perigosos do Flamengo. Aos poucos porém a classe de Brant demonstrava as razões de sua escalação. Os tricolores aguentavam as primeiras arremetidas e passacvam naturalmente ao ataque apoiados pela defesa. No décimo era visível o equilíbrio das ações. Faltava algo porém para dar absoluta confiança a torcida do Fluminense. E o algo veio no 20 minuto. Um ligeiro descuido da defesa rubro-negra permitiu que Pedro Amorim mandasse a pelota as redes. Carreiro trabalhou a bola e passou-a ao ponta direita que emendou forte. Os do Flamengo mostraram-se surpreendidos com a conquista do tento e recuaram um pouco. Intensificaram-se os ataques do Fluminense. Acontecia o milagre.
Cinco minutos após, Biguá tocou com a mão na bola dentro da área. Tocou e mostrou-se arrependido. Coplocando as mãos na cabeça e permanecendo parado no local da infração para lá da linha que demarca a área de backs. Juca apitou e colocou a pelota alguns centímetros da área. Pedro Amorim cobrou e a bola foi e voltou a cabeça de Affonsinho três vezes. Na última partiu em direção a Carreiro que desviou para Russo colocando-a este novamente no arco defendido por Yustrich. Era o segundo goal do Fluminense. Uma vantagem quase intransponível. Meio título de campeão garantido. Espanto geral. Espanto quando se viu que o Flamengo custava a se refazer. A iniciativa ainda pertencia aos tricolores. Alguns torcedores rubro-negros ensaiaram abandonar o campo. Procuravam entre os defensores do team um ou dois responsáveis pelo fracasso. Os nomes de Jayme e Reuben apareciam em primeiro plano. Já os tricolores consideraram a contagem boa e cuidaram-se para impedir surpresas recuando os meias e até o center-forward, permanecendo os pontas isolados. Essa tática permitiu ao Flamengo assumir o controle da luta. Minuto minuto foram os seus players aumentando a pressão e na meia hora do tempo atuavam no campo do adversário. Adivinhava-se a abertura do score para os rubro-negros a cada momento. Batataes empregava-se a fundo bem auxiliado por seus companheiros. Uma, duas enfim inúmeras oportunidades se perderam para os vice-lideres.
Faltava o tento para concretizar o domínio. Ele veio aos trinta e cinco minutos. Russo fez foul em Volante. Jayme bateu e a bola caiu sobre o arco tricolor. Batataes fez menção de que ia sair do arco tendo Renganeschi corrido para o local onde descia a pelota. O keeper eo zagueiro tiveram um segundo de indecisão segundo este aproveitado habilmente aproveitado por Pirillo que fez de maneira magistral o 1 goal do Flamengo. Nascia assim a possibilidade da vitória. Uma fase de desnorteamento perturbou os tricolores permanecendo os rubro-negros em franca ofensiva. A vantagem obtida em meio do tempo deixara de ser poderosa e parecia que estava para desaparecer a qualquer instante. O Fluminense passou apenas a se defender evitando a todo custo uma nova conquista do Flamengo. Bola para longe , bem longe da área. Defesa desordenada mas que dava certo pois os ponteiros do relógio andavam.
O apito do cronometrista veio encontrar o Flamengo no ataque. Avançadas sobre avançadas organizavam os rubro-negros, todas porem rechaçadas pelos defensores do Fluminense. Entre os tricolores Batatais, Renganeschi e Affonsinho desdobravam-se contando com a colaboração do demais companheiros. Os três, em primeiro plano, apareciam seguidamente destruindo as pretensões dos avantes contrários. No bate bola a defesa do Fluminense saia-se otimamente dando ocasião para seus atacantes incursionarem em duas ou três vezes. Era Tim carregando a pelota. Russo investido pelo centro perigosamente ou Carreiro enganando os halves adversários. Terminou o hall-time e o placar marcava 2 x 1 a favor dos tricolores.
Voltaram os team a campo e foi reiniciada a peleja. Novamente com o controle do jogo o Flamengo. Os tricolores atacavam mas de longe. Nem por isso essas avançadas deixavam de oferecer perigo para cidadela de Yustrich. As tenazes todavia iam se apertando em torno da área do Fluminense. Insistia o Flamengo crescendo na razão direta a produção da defesa tricolor. Recursos extremos eram utilizados concedendo os backs seguidos escanteios.
Recurso extremos ? Extremos até de mais . Nessa altura um centro de Sá foi desviado com a mão por Affonsinho para corner. Juca deu corner apenas. Compensação ? A falta menor foi cobrada e nada de novo contra o Fluminense. E o cerco continuou. Domingos e Nilton colocados no centro do campo também ajudavam no assédio ao arco de Batataes. A torcida do Flamengo vibrava incentivando seus players. Não havia mais dúvida sobre a nova queda da cidadela do guardiãop tricolor tal o bombardeio que sofria. Somente a fibra dos defensores permitia aos próprios torcedores confiar num sucesso. Aos vinte minutos já começavam...... os feitos do Fluminense.
Esboçou o Fluminense uma ligeira reação tentando fugir do domínio. Pedro Amorim apanhou a pelota e passou-a a Romeu e este a Russo. O center-forward tricolor avançou perigosamente pelo centro invadindo a área. Nilton e Domingos correram para impedir o arremate. Russo foi trancado pelo dois violentamente sendo jogado saindo a pelota pela linha de fundo. Juca mandou que o tiro de meta fosse executado continuando o atacante do Fluminense caído. Yustrich preparou-se para chutar e Carreiro tirou a bola da marca, acenando para o juiz afim de que Russo fosse socorrido.
Finalmente Yustrich carregou Russo para fora de campo e executou a seguir o tiro de meta. Retornou o Flamengo ao ataque e aumentou o cerco. Domingos de uma feita chegou até próximo a área do Fluminense arrematando forte tendo a pelota passado junto a trave superior. Batataes defendia sempre. Bolas para todos os cantos e de todos os feitos. Já estavam jogando atrasados os cinco atacantes do Fluminense, pois mesmo os extremas voltavam até a área para ajudar seus companheiros de retaguarda. O tempo estava se esgotando. Os torcedores do Flamengo olhavam mais para o relógio do que para o campo. Cada minuto que passava era como um novo golpe vibrado na fé do triunfo. No 40 minuto, a cinco do final, pareceu enfim que a almejada vitória estava desenhada. Reuben investiu e chutou violentamente. A pelota apesar de tocada pelos dedos de Batataes , que se atirar com esforço para alcança-la procurou o caminho das redes. Pirillo então entrou e ajudou-a a penetrar na cidadela tricolor. Estava empatada a peleja.
BATATAIS, RENGANESCHI, PEDRO AMORIM, CARREIRO, TIM, MACHADO, MALAZZO, ROMEU, RUSSO, BRANT e AFFONSINHO .
VOLANTE, BIGUÁ, NEWTON, DOMINGOS DA GUIA, YUSTRICH e JAIME, SÁ, ZIZINHO, PIRILLO, REUBEN e VEVÉ.
O nervosismo passou a dominar os torcedores do Fluminense . Antes os rubro-negros pensavam em parar os ponteiros do relógio. Depois eram os tricolores pretendendo faze-los correr, senão voar. A assistência foi tomada de intensa emoção. Adeptos do Flamengo e do Fluminense acompanhavam o desenrolar de cada lance sob a mais viva apreensão. Nada de gritos ou manifestações outras. Os defensores do Fluminense iniciaram dai em deante uma tática que já se anunciava no início da semana. Uma tática simples muito velha, mas de muito efeito. A tática de bola para fora em direção a Lagoa. A pelota subia shootada com violência e caia na água. O juiz pedia outra e era tirado o out side. Novamente bola na Lagoa e os players rubro-negro corriam a busca de outra bola. Dez segundos de uma vez, quinze de outra somando minutos preciosos para o Flamengo. Um recurso de jogo que enfeiou o final da partida podem dizer. Mas um recurso legal e perfeitamente lógico dentro das circunstâncias que cercaram esse mesmo final. Carreiro já havia sido expulso do gramado por um excesso de preciosismo do árbitro. Batataes mal conseguia dominar a dor do braço ferido com uma pisadela proposital de Pirillo. Com o keeper quase sem ação e com menos um player, restava, ao Fluminense defender-se da melhor forma. A forma indicada pelo momento era a cera. Uma cera com moldes novos que a proximidade da Lagoa ajudou. Ainda assim com as interrupções para a exclusão de Carreiro de jogo e para pensar Batataes, os cinco minutos finais do Fla x Flu ficarão eternamente gravados na memória dos fans tricolores como se tivesse durado uma hora. Ninguém ouviu o apito do cronometrista dando por finda a peleja. A tensão nervosa era enorme e somente a entrada em campo de um torcedor tricolor que se achava junto a mesa do oficial da F.M.F fez compreender a assistência e aos próprios jogadores que a jornada terminara. Ponto final de uma peleja exaustiva, fecho emocionante de um certame que se estendera por quase todo o ano prendendo a atenção de centena de milhares de torcedores, consumindo a energia de dezenas de jogadores árbitros e dirigentes. E felizmente tudo terminava bem. Bem para o Fluminense que obtinha o título. Para o Flamengo que perdia o título sem ser derrotado na peleja decisiva. Bem para o esporte com o jogo terminando sem as famosas exibições de indisciplina que estiveram por jogar por terra todas as finalidades do campeonato. Não foi uma peleja livre de senões como focalizaremos a seguir os casos de Pirillo e Carreiro, mas com um coeficiente de disciplina superior.
PIRILLO :
Vamos agora nos reportar a um incidente do penúltimo Fla x Flu. Houve qualquer coisa para o lado da bandeira de corner. Pirillo e Spinelli disputaram uma bola e viu-se nitidamente o center-half dar um soco no centro-avante rubro negro, que com uma esquiva feliz evitou que a mão alcançasse seu rosto. Spineli foi expulso e multado mas Pirillo permaneceu em campo. Fomos dos que viram Pirillo iniciar o combate de box tendo a agressão sido revidada por Spinelli. Os lábios do player tricolor e os quatro dentes abalados provaram que não estávamos longe da verdade. Pirillo negou como negaram a agressão seus defensores.
Novo Fla x Flu. Um Fla x Flu importante para os disputantes com características de decisivo. Pirillo resolveu dar um prova pública de que não nos enganáramos na outra vez. Começou por dar um soco em Renganeschi. Muitos viram, menos Juca provavelmente. Mas a sua atitude mais lamentável foi a de ter pisado o braço de Batataes. E o fato cresce de gravidade ao nos valermos da declaração do arqueiro tricolor no vestiário de que o atacante do Flamengo o havia ameaçado de quebrar o braço. A acusação do guardião do Fluminense é séria e gostaríamos de acreditar não fosse verdadeira.
Sylvio Pirillo um player que foi recebido pelo público e a imprensa do Rio com toda simpatia, simpatia essa a que correspondeu durante tanto tempo, deve evitar assumir atitudes impróprias a um bom esportista. Para tanto possue qualidades técnicas e de caráter bastantes para brilhar, sem necessidade de buscar nos recursos desleais escada para sucesso.
CARREIRO :
Aquela palestra entre Juca e Carreiro antes do início do jogo deveria figurar nos diálogos impossíveis :
- Carreiro, nada de truques hoje
- Sim Juca vou me esforçar para não provocar os adversários.
- O Fluminense acha que não trato bem os jogadores , mas o peor é que alguns jogadores do Fluminense tratam muito mal os adversários.
- Eu por exemplo.
- Sim você. Deixa Yustrich em paz e trata de jogar para o team. Esqueça a arquibancada. Isto aqui é campo de football e não picadeiro.
A conversa não pode prolongar-se mais. Juca mandou os quadros se prepararem para a saída. que segundos depois foi dada.
Carreiro deve ter esquecido a advertência. Por isso ou por aquilo irritou Biguá, Yustrich e outros mais. Quando fez foul em Biguá dentro da área foi punido pelo árbitro e seguro pela gola pelo half . A camisa de Carreiro rasgou um pouco. Mas Carreiro queria impressionar o público e acabou o serviço começando por Biguá rasgando toda a camisa. De busto nu com os frangalhos da camisa nas mãos fez sinal para a assistência. Muitas caretas e gestos de martir provocando a interrupção da peleja. O Sr. José Ferreira Lemos não gostou da atitude do player e fê-lo sair de campo para arranjar outra camisa. Carreiro demorou para encontrar a substituta. Finalmente voltou ao gramado com sua representação. Mais uma vez sua habilidade de artista obtinha sucesso.
As consequências vieram mais tarde já nos minutos finais. Houve um foul contra o Fluminense. Biguá ia cobrar a falta mas Carreiro colocou-se a sua frente. Juca ordenou que se afastasse mas o ponteiro tricolor fez sinais pedindo que o juiz contasse os onze passos da regra. Juca ao que parece perdeu a calma e caminhou para Carreiro empurrando-o para fora do campo. Não nos era possível perceber se o player tricolor disse algo ao juiz mas Juca agiu mal ao usar as mãos ao invés da autoridade para expulsar o jogador.
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quarta-feira, 4 de outubro de 2017
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