quinta-feira, 7 de julho de 2022
BAHIA 1970
sexta-feira, 22 de outubro de 2021
BAIACO - ESPORTE CLUBE BAHIA
Que baita fôlego de maratonista tem esse rapazinho! Foi assim que o futebol solidário do incansável Baiaco foi descoberto em 1968, no município baiano de São Francisco do Conde.
Naquela época, os ávidos representantes do Esporte Clube Bahia não mediram esforços para contar com Baiaco em Salvador, mesmo diante de uma inesperada exigência do promissor meio-campista.
Baiaco disse que só firmaria com o Bahia caso o clube concordasse em levar também o centroavante Caetano, um amigo pessoal desde os tempos das peladas no campo da Prefeitura de São Francisco do Conde.
O Bahia relutou muito, mas aceitou o tal do centroavante Caetano, um atacante desajeitado e valente, que no início marcou alguns golzinhos, mas logo caiu no esquecimento. (Revista Placar número 195 – 7 de dezembro de 1973).
Mais conhecido como “Baiaco”, Edvaldo dos Santos nasceu no dia 7 de julho de 1949 em São Francisco do Conde (BA), município onde o ex-jogador reside atualmente. (*) Alguns registros apontam que Baiaco nasceu no bairro da Liberdade em Salvador (BA).
Ainda de acordo com o artigo da Revista Placar número 195, no começo de sua carreira como profissional Baiaco era representado pela mãe, dona Leodina, que sempre foi uma “pedra do sapato” para negociar com os dirigentes do Bahia.
Reservado até para conceder entrevistas, o jovem Baiaco retornou aos estudos disposto em terminar o curso primário, que na infância foi colocado de lado em razão do apego pela bola.
Morando confortavelmente no badalado bairro de Pituba, em Salvador, Baiaco esperava ansiosamente por uma folga para voltar ao aconchego de São Francisco do Conde, cidade de onde nunca ficou completamente ausente!
Entre tantos momentos marcantes, Baiaco participou da famosa partida contra o Santos no dia 16 de novembro de 1969, confronto válido pelo Torneio Roberto Gomes Pedrosa.
O jogo terminou em 1×1, com grande atuação de Baiaco, que inclusive marcou o tento do quadro baiano. Vale lembrar que o zagueiro Nildo, mais conhecido como “Birro Doido”, evitou em cima da linha o milésimo gol de Pelé.
Buttice, Odair, Onça, Mário, Baiaco e Paulo. Agachados: Natal, Amorin, Picolé, Eliseu e Gilson Porto.
Pelo Esporte Clube Bahia, Baiaco conquistou o bicampeonato baiano de 1970 e 1971; e depois o heptacampeonato nas edições de 1973, 1974, 1975, 1976, 1977, 1978 e 1979.
Das duas estrelas presentes no distintivo do Bahia (Taça Brasil, 1959 e Copa União 1988), Baiaco não estava presente. Ainda assim, o volante é lembrado como um dos grandes ídolos do Tricolor da Boa Terra.
Baiaco permaneceu nas fileiras do Bahia até 1980. Passou pelo Dom Bosco (MT) em 1980 e depois pela Associação Desportiva Leônico (BA), clube onde deixou o futebol em meados de 1981 para viver em São Francisco do Conde.
Fontes de pesquisa, sem comprovação suficiente, apontam que o médio-volante Baiaco também defendeu outras equipes; como o São Domingos (AL), o Catuense (BA) e o Ypiranga (BA).
A ligação de Baiaco com São Francisco do Conde é tão significativa que impediu uma vantajosa transferência para o Club de Regatas Vasco da Gama (RJ), como também emperrou o interesse do Guarani (SP) e da Ponte Preta (SP).
Especialmente no caso do Vasco, o clube carioca tentou contratar Baiaco em duas oportunidades, primeiro em 1973 e depois em 1978, com uma indicação insistente do treinador Orlando Fantoni.
O verdadeiro motivo da recusa em trocar de clube é o apego incondicional por São Francisco do Conde, que evidentemente, não poderia ser transportada de lugar para satisfazer o jogador!


BAHIA CAMPEÃO DE 1931 [ PRIMEIRO TÍTULO ESTADUAL ]
quinta-feira, 17 de maio de 2018
ESPORTE CLUBE BAHIA - BEIJOCA
Jorge Augusto Ferreira de Aragão, mais conhecido como Beijoca, nasceu em Salvador (BA) no dia 23 de Abrilde 1954. Foi um dos maiores atacantes da história do futebol da Bahia. Beijoca foi um dos grandes ídolos do Esporte Clube Bahia.
Mas foi no Maracanã que Beijoca se tornou um vilão rubro-negro. Ele entrou em campo nos minutos finais da partida contra o Palmeiras, pelo Campeonato Brasileiro daquele ano. O jogador foi chamado pelo treinador Cláudio Coutinho quando o Flamengo perdia por 4 a 0. No primeiro lance, Beijoca atingiu duramente um jogador adversário e foi expulso. No vestiário, o atacante ainda discutiu com o treinador. Em pouco mais de um ano, Beijoca estava de volta ao seu time do coração.
Fortaleza 1982 - Clésio, Pedro Basílio, Nélson, Salvino, Chagas e Alexandre. Adílton, José Eduardo, Beijoca, Assis e Edimar.
Sport 1977 - Gilberto, Samuel, Nelsinho, Marcos, Tovar e Cardoso.
Hamilton Rocha, Edson, Mauro, Beijoca e Darcy
Se a passagem pelo Flamengo foi rápida e com problemas, Beijoca viveu no Bahia uma era de glórias. Com muitas idas e vindas, o ex-atacante sabe que está eternizado no coração dos tricolores. Sua história foi, inclusive, mostrada pelo filme “Bahêa Minha Vida”, que conta a história do clube baiano através dos seus principais ídolos e, principalmente, torcedores. Herói, folclórico, amado. Beijoca sabe que, toda vez que um camisa 9 vestido com as cores do Bahia balançar as redes adversárias, vai ecoar uma velha estrofe na cabeça de quem o viu em campo: “Eu quero ver Beijoca jogando bola, eu quero ver Beijoca bola jogar.”
Além do Bahia, ele atuou no São Domingos, Fortaleza, Sport, Flamengo, Catuense, Vitória, Londrina, Leônico, Sergipe, Mogi-Mirim e Guará.
terça-feira, 7 de junho de 2016
ESPORTE CLUBE BAHIA - SALVADOR ( BA )
No dia 8 de dezembro de 1930, dia de Nossa Senhora da Conceição da Praia, os ex-jogadores do Clube Bahiano de Tênis Carlos Koch, Eugênio Walter (Guarany) Fernando Tude e Júlio Almeida; e Waldemar de Azevedo, ex- Associação Atlética da Bahia, num encontro casual no Cabaré do Jokey, em Salvador, discutem a formação de um novo time de futebol.
O grupo está sem poder praticar o esporte que amam porque as agremiações que defendiam resolveram acabar com os departamentos de futebol no corrente ano.
No dia 12/12, mais de 70 pessoas, a maioria ex-atletas da AAB e do Bahiano, reúnem-se para definir os rumos do novo clube. A assembléia é presidida por Otavio Carvalho e secretariada por Fernando Tude e Aroldo Maia.
Naquela reunião, são definidas as cores da Bahia para o novo clube - uniforme com a camisa branca e o calção azul com uma faixa vermelha na cintura. Otavio Carvalho é nomeado presidente provisoriamente.
O Ano de 1931
O Esporte Clube Bahia é fundado, sob o slogan "Nascido para vencer", no dia 1° de janeiro de 1931, em reunião realizada na casa n° 57 da Rua Carlos Gomes, em Salvador. O grupo de fundadores do Bahia é formado em sua maioria por ex-jogadores da AAB e do Bahiano, sem participação na diretoria dos mesmos, considerados integrantes da "pequena-burguesia" soteropolitana da época. Eram profissionais liberais, funcionarios públicos, jornalistas, micro-empresarios e estudantes. O que confirma a tese de que o Bahia, desde o principio, não era um time de grã-finos e tinha sim mais afinidade com as camadas populares.
O Distintivo
Baseado no distintivo do Corinthians Paulista e valorizando a bandeira do estado, o distintivo do Bahia é desenvolvido por Raimundo Magalhães. Os Estatutos são aprovados e a primeira diretoria oficial é eleita, por aclamação. O médico Waldemar Costa é o primeiro presidente do Bahia.
Em 16/01 são publicados no Diario Oficial da Bahia os estatutos do Tricolor, que passa a existir legalmente.
A primeira vez
No dia 20/02, o Bahia é filiado à Liga Bahiana de Desportos Terrestres, atual Federação Bahiana de Futebol. E, Em 22/02, um domingo, o Bahia realiza seu primeiro treino, no Campo da AAB, na Quinta da Barra, em Salvador.
Primeiro jogo e título
Em 01/03/1931, o Tricolor entra em campo pela primeira vez e confirma o slogan "nascido para vencer". A vitima foi o Ypiranga, por 2 a 0, com gols de Bayma e Guarany. O goleiro Teixeira Gomes ainda defende um pênalti cobrado pelo ypiranguense Hipólito. Válida pelo Torneio Inicio do Estadual, a partida tem apenas 20 minutos de duração. Coube a Bayma, aos dois minutos da etapa inicial, a honra de marcar o primeiro gol com a camisa do Bahia. Fato interessante é que o jogador é sobrinho de Zuza Ferreira, que trouxe o futebol para o Estado. O Bahia jogou com a seguinte formação: - Teixeira Gomes; Leônidas e Gueguê; Milton, Canoa e Gia; Bayma, Guarany, Gambarrota e Pega-Pinto. O técnico é João Barbosa e o arbitro, Francelino de Castro. No mesmo dia 01/03, o Bahia conquista o primeiro titulo de sua história, o Torneio Inicio do Baianão de 1931. A taça vem com uma goleada no segundo jogo do dia, contra o Royal, por 3 a 0. Gols de Guarany (2) e Pega-Pinto.
LEÔNIDAS, ODILON, TEIXEIRA GOMES, MILTON, LANOA e GIA, RUBINHO, RAUL, GAMBARROTA , GUARANY e BAYAMA. - BAHIA CAMPEÃO DE 1931
- Em 22/03, o Bahia estréia no Estadual. Com gols de Bayma Guarani e Rubem.
- Em abril, Tricolor faz seu primeiro jogo internacional, mas perde para o Sud América, do Uruguai.
- Em 11/10, o Bahia faz seu primeiro jogo intermunicipal, contra o Vitória de Ilhéus e vence por 5 a 4.
- Em 24/10, no primeiro jogo fora do estado, o Tricolor bate o Sergipe por 2 a 0. Um dia depois, 5 a 0 no Guarany/SE. Os dois jogos são em Aracaju.
- Em 25/10, mesmo longe de Salvador e sem precisar entrar em campo, o Bahia conquista o primeiro titulo de Campeão Baiano. A taça vem com a derrota do Botafogo para o Ypiranga, por 2 a 0, que impossibilita o "fogão" de ultrapassar o Tricolor. O Clube comemora o titulo com duas rodadas de antecedência para o fim do Estadual. A Delegação faz a festa em Aracaju mesmo e é acompanhada pela população da cidade, que varou a madrugada contagiada pela alegria tricolor.
- Em 15/11, Bahia entra em campo contra o Ypiranga. Com o titulo garantido, a motivação é não perder no Campo da Graça para sagrar-se Campeão Invicto. Tricolor consegue empate em 2 a 2 aos 33 minutos, com o gol de Milton Bahia e mantém invencibilidade.
CURIOSIDADE
Poucas pessoas sabem, mas o escudo do Bahia foi inspirado no escudo do Corinthians Paulista. A âncora foi retirada e a bandeira de São Paulo foi trocada pela bandeira da Bahia. O preto foi trocado pelo azul e no lugar de S. C. Corinthians Paulista - 1910, foi colocado Esporte Clube Bahia - 1931.
1959 - TAÇA BRASIL - O PRIMEIRO CAMPEÃO BRASILEIRO
A
A Taça foi
No
No banco de reservas, o comando era de era treinado por Efigênio Bahiense, o Geninho. Ele ficou no
Primeira competição nacional de clubes no país, a Taça Brasil de 1959 foi disputada no sistema mata-mata, reunindo os principais campeões estaduais do ano anterior. Santos, São Paulo, Vasco da Gama, Atlético/PR, Atlético/MG, Grêmio, Sport/PE, Rio Branco/ES, Hercílio Luz/SC, Auto Esporte/PB, ABC/RN, Ceará/CE, CSA e Tuna Luso, além do Bahia, Campeão Baiano de 1958, disputaram o certame.
As primeiras fases foram regionalizadas. Depois de eliminar CSA, Ceará e Sport, o Bahia encarou o Vasco, nas semifinais – dando aos cariocas o mesmo
Na conquista do primeiro Campeonato Nacional realizado pela Confederação Brasileira de Desportos, entidade máxima do futebol na época, o Bahia disputou 14 jogos, venceu nove, empatou dois e perdeu três, marcou 25 gols e sofreu 18. De quebra, o Tricolor fez ainda o artilheiro da competição – Léo, com oito gols.
A base que conquistou a taça foi formada por - Nadinho; Leone e Henrique; Flávio, Vicente e Nenzinho; Marito, Alencar, Léo, Bombeiro (Mário) e Biriba.
Ficha da final - 3° jogo (desempate)
EC BAHIA 3 x 1 SANTOS FC
Data: 29 de março de 1960, no Maracanã, Rio de Janeiro, 21 horas
Arbitragem: Frederico Lopes (RJ), auxiliado por Wilson Lopes de Souza e Ailton Vieira de Moraes.
Expulsões: Getúlio, Formiga, Coutinho e Dorval (Santos); Vicente (Bahia)
Gols: Coutinho aos 27 e Vicente aos 37 minutos do primeiro tempo; Léo aos 47 segundos e Alencar aos 31 minutos do segundo.
Bahia: Nadinho, Beto, Hermínio e Nelsinho; Flávio e Vicente; Marito, Alencar, Léo, Mário e Biriba. Técnico: Carlos Volante.
Santos: Lalá, Getúlio, Mauro e Zé Carlos; Formiga e Zito; Dorval, Mário, Pagão, Coutinho e Pepe. Técnico: Lula.
O Bahia teve a maior
A partir da conquista inédita, o Esquadrão passou a utilizar duas estrelas douradas acima do seu distintivo – alusivas aos títulos da Taça
Foram campeões – os goleiros Ronaldo, Sidmar e Rogério; os laterais Tarantini, Maílson e Edinho; os zagueiros João Marcelo, Claudir, Pereira e Newmar; os meias Paulo Rodrigues, Gil, Bobô, Sales e Zé Carlos; e os atacantes Renato, Osmar, Charles, Marquinhos, Dico e Sandro; além do
- Zé Carlos, com nove gols, foi o artilheiro do Bahia no Campeonato. Bobô foi o vice, com sete. Três jogadores do Bahia fizeram parte da Seleção do
Jogo Final - INTERNACIONAL 0x 0 BAHIA
19/fevereiro/1989 - Local: Beira Rio (Porto Alegre-RS)
Juiz: Dulcídio Wanderley Boschilia (SP)
Público Presente: 79.598 espectadores
Cartão Amarelo: Norberto, João Marcelo e Gil
INTERNACIONAL : Taffarel, Luís Carlos Winck, Norton, Aguirregaray e Casemiro; Norberto, Luís Fernando e Luís Carlos Martins; Maurício (Hêider), Nílson e Edu Lima (Diego Aguirre). Técnico: Abel Braga.
BAHIA : Ronaldo, Tarantini, João Marcelo, Claudir (Newmar) e Paulo Róbson; Paulo Rodrigues, Gil Sergipano, Zé Carlos e Bobô (Osmar); Charles e Marquinhos. Técnico: Evaristo de Macedo.













