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quinta-feira, 7 de julho de 2022

BAHIA 1970

JURANDIR, ZÉ OTO, AGUIAR, AMORIM, PAES e ROBERTO REBOUÇAS; GIJO, ZÉ EDUARDO, BAIACO, SANFILIPO e ARTUR

sexta-feira, 22 de outubro de 2021

BAIACO - ESPORTE CLUBE BAHIA


 Que baita fôlego de maratonista tem esse rapazinho! Foi assim que o futebol solidário do incansável Baiaco foi descoberto em 1968, no município baiano de São Francisco do Conde.

Naquela época, os ávidos representantes do Esporte Clube Bahia não mediram esforços para contar com Baiaco em Salvador, mesmo diante de uma inesperada exigência do promissor meio-campista.

Baiaco disse que só firmaria com o Bahia caso o clube concordasse em levar também o centroavante Caetano, um amigo pessoal desde os tempos das peladas no campo da Prefeitura de São Francisco do Conde.

O Bahia relutou muito, mas aceitou o tal do centroavante Caetano, um atacante desajeitado e valente, que no início marcou alguns golzinhos, mas logo caiu no esquecimento. (Revista Placar número 195 – 7 de dezembro de 1973).

Mais conhecido como “Baiaco”, Edvaldo dos Santos nasceu no dia 7 de julho de 1949 em São Francisco do Conde (BA), município onde o ex-jogador reside atualmente. (*) Alguns registros apontam que Baiaco nasceu no bairro da Liberdade em Salvador (BA).

Ainda de acordo com o artigo da Revista Placar número 195, no começo de sua carreira como profissional Baiaco era representado pela mãe, dona Leodina, que sempre foi uma “pedra do sapato” para negociar com os dirigentes do Bahia.

Reservado até para conceder entrevistas, o jovem Baiaco retornou aos estudos disposto em terminar o curso primário, que na infância foi colocado de lado em razão do apego pela bola.

Morando confortavelmente no badalado bairro de Pituba, em Salvador, Baiaco esperava ansiosamente por uma folga para voltar ao aconchego de São Francisco do Conde, cidade de onde nunca ficou completamente ausente!

Entre tantos momentos marcantes, Baiaco participou da famosa partida contra o Santos no dia 16 de novembro de 1969, confronto válido pelo Torneio Roberto Gomes Pedrosa.

O jogo terminou em 1×1, com grande atuação de Baiaco, que inclusive marcou o tento do quadro baiano. Vale lembrar que o zagueiro Nildo, mais conhecido como “Birro Doido”, evitou em cima da linha o milésimo gol de Pelé.



 Buttice, Odair, Onça, Mário, Baiaco e Paulo. Agachados: Natal, Amorin, Picolé, Eliseu e Gilson Porto.

Pelo Esporte Clube Bahia, Baiaco conquistou o bicampeonato baiano de 1970 e 1971; e depois o heptacampeonato nas edições de 1973, 1974, 1975, 1976, 1977, 1978 e 1979.   

Das duas estrelas presentes no distintivo do Bahia (Taça Brasil, 1959 e Copa União 1988), Baiaco não estava presente. Ainda assim, o volante é lembrado como um dos grandes ídolos do Tricolor da Boa Terra.


Baiaco permaneceu nas fileiras do Bahia até 1980. Passou pelo Dom Bosco (MT) em 1980 e depois pela Associação Desportiva Leônico (BA), clube onde deixou o futebol em meados de 1981 para viver em São Francisco do Conde.

Fontes de pesquisa, sem comprovação suficiente, apontam que o médio-volante Baiaco também defendeu outras equipes; como o São Domingos (AL), o Catuense (BA) e o Ypiranga (BA).

A ligação de Baiaco com São Francisco do Conde é tão significativa que impediu uma vantajosa transferência para o Club de Regatas Vasco da Gama (RJ), como também emperrou o interesse do Guarani (SP) e da Ponte Preta (SP).

Especialmente no caso do Vasco, o clube carioca tentou contratar Baiaco em duas oportunidades, primeiro em 1973 e depois em 1978, com uma indicação insistente do treinador Orlando Fantoni.

O verdadeiro motivo da recusa em trocar de clube é o apego incondicional por São Francisco do Conde, que evidentemente, não poderia ser transportada de lugar para satisfazer o jogador!

O Leônico novamente no caminho, mas o Bahia venceu por 2×1 na Fonte Nova e conquistou o hexacampeonato baiano. Foto de Antônio Andrade. Crédito: revista Placar número 452 – 22 de dezembro de 1978.
Um quarteto de respeito do “Tricolor de Aço” na década de 1970. Partindo da esquerda; Douglas, Sapatão, Fito e Baiaco. Foto de Antônio Andrade. Crédito: revista Placar – 29 de dezembro de 1978.


BAHIA CAMPEÃO DE 1931 [ PRIMEIRO TÍTULO ESTADUAL ]

LEÔNIDAS, ODILON, TEIXEIRA GOMES, MILTON, LANOA e GIA, RUBINHO, RAUL, GAMBARROTA , GUARANY e BAYAMA. - BAHIA CAMPEÃO DE 1931

quinta-feira, 17 de maio de 2018

ESPORTE CLUBE BAHIA - BEIJOCA





Jorge Augusto Ferreira de Aragão, mais conhecido como Beijoca, nasceu em Salvador (BA) no dia 23 de Abrilde 1954. Foi um dos maiores atacantes da história do futebol da Bahia. Beijoca foi um dos grandes ídolos do Esporte Clube Bahia.
                    Beijoca, apelido que ganhou por mandar beijinhos nas comemorações dos gols que fazia, também era reconhecido por ser um jogador polêmico e controverso. Beijoca passou sete anos no Bahia (69, 70, 75, 76, 77, 78 e 84), quando conquistou seis títulos baianos (70, 75, 76, 77, 78 e 79 não foi até o final mais participou da campanha) e marcou 106 gols, o que fazem de Beijoca o 11º maior artilheiro do Bahia em todos os tempos.
                    A paixão de Beijoca pelo futebol começou cedo. A mãe, Elisabeth Pereira de Aragão, era capixaba, porém torcedora apaixonada de um time do qual Beijoca se acostumou a ser carrasco, o Vitória da Bahia. Ele era muito garoto. Sua mãe levava Beijoca e seus irmãos para o estádio para ver o Vitória. Ela era torcedora ferrenha. Mas creio que Deus já sabia que eu não seria conhecido como o Beijoca do Vitória, e sim como o Beijoca do Bahia. E esse clube que tanto ama.
E.C. BAHIA
                  Com talento reconhecido desde cedo, Beijoca se tornou profissional com 16 anos. Em seu primeiro e único jogo pelo time de juniores, marcou quatro gols e, como prêmio, foi promovido a profissional. A missão de Beijoca não era fácil. O jovem soteropolitano, nascido no Pelourinho, o mais baiano dos bairros de Salvador, chegava para atuar em um time que contava com ninguém menos do que José Sanfilippo, argentino ídolo do Bahia e maior artilheiro da história do San Lorenzo da Argentina.
                 Mas, ainda no começo do campeonato, Beijoca mostrou que tinha estrela. Em uma partida pelo Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 1970, o Bahia perdia por 2 a 0 para o Corinthians, em Sergipe. O Tricolor empatou a partida e, nos minutos finais, o garoto Beijoca marcou o primeiro dos seus mais de cem gols com a camisa do Tricolor da Boa Terra.
                 No Bahia, Beijoca fez parte da geração 70, que conquistou o hepta campeonato baiano, entre 1973 e 1979. Ele participou de cinco dessas conquistas. Beijoca atuou ao lado de grandes ídolos da história do Bahia: Sanfilippo, Baiaco, Elizeu Godoy, Perivaldo, Sapatão, Jésum, Douglas. Este último, considerado por Beijoca o maior parceiro com quem já jogou. Dentro de campo, não poderia deixar de ser Douglas. Ele foi responsável por 50% do sucesso de Beijoca. “Jogar com ele foi um prêmio de Deus. Para mim, Douglas foi um grande fenômeno do futebol mundial. Eu digo sem medo: Não teria sido o Beijoca sem o Douglas” disse Beijoca.
                


      Bahia tri-campeão baiano 1975 - Rafael, Sapatão, Roberto Rebouças, Baiaco, Romero e                  Ubaldo . Tirson, Douglas, Beijoca, Fito Neves e Marquinhos 

Dentro de campo, apesar de toda raça, dedicação e talento em prol do Bahia, Beijoca era do tipo que não levava desaforo para casa. Socos e pontapés fizeram parte do repertório do artilheiro. Beijoca diz que bateu muito, mas também apanhou bastante.
               Fora das quatro linhas, mais confusão. Durante toda a carreira, Beijoca acumulou 14 processos devido às confusões que causava. O álcool era outro parceiro constante. Apesar de tudo isso, a autoconfiança sempre fez de Beijoca um ser diferenciado.
               Essas coisas marcam a nossa vida. Lógico que foi uma situação em que não condiz com a carreira de um jogador profissional. Houve uma polêmica muito grande porque ele tinha saído no sábado. Não seria correto ele jogar, mas os jogadores se reuniram e pediram para que ele jogasse, e os presenteou com aquele gol que deu o título de campeão baiano bem em cima do seu maior rival. Frase de Beijoca “Não nasci para jogar futebol, nasci para fazer gol. Deus me deu o dom de fazer gols”.

FLAMENGO
               Em 1979, Beijoca chegou ao Flamengo para atuar ao lado de craques como Zico, Adílio, Carpegiani, Júnior, Raul e companhia. A primeira confusão não demorou a acontecer. Poucos dias após a sua chegada, Beijoca arrumou problemas no avião que transportava a equipe em uma excursão pela Europa.
              




Mas foi no Maracanã que Beijoca se tornou um vilão rubro-negro. Ele entrou em campo nos minutos finais da partida contra o Palmeiras, pelo Campeonato Brasileiro daquele ano. O jogador foi chamado pelo treinador Cláudio Coutinho quando o Flamengo perdia por 4 a 0. No primeiro lance, Beijoca atingiu duramente um jogador adversário e foi expulso. No vestiário, o atacante ainda discutiu com o treinador. Em pouco mais de um ano, Beijoca estava de volta ao seu time do coração.
              Mesmo assim ele considera uma passagem maravilhosa. Chegou no fim de 1978 para 1979. Foi campeão da Taça Guanabara, tricampeão carioca e campeão do troféu Ramón de Carranza, na Espanha. Em um ano, conquistou três títulos. E naquela época, para jogar no Flamengo tinha que ser craque. Jogar no Flamengo foi muito bom, mas nada comparado a jogar no Bahia, ele sempre dizia. Pelo Mengão atuou em apenas nove partidas (seis vitórias, um empate e duas derrotas) e marcou um gol.
              Dispensado pelo Mais Querido do Brasil, Beijoca iniciou uma escalada e passou por diversos clubes incluindo CatuenseVitóriaFortaleza e Sergipe. De vida bastante desregrada, o habilidoso ex-atacante já não mais apresentava boas atuações desde os trinta anos, no entanto, encerrou a carreira apenas no ano de 1990, jogando pelo decadente Camaçari.
              

   Fortaleza 1982 - Clésio, Pedro Basílio, Nélson, Salvino, Chagas e Alexandre. Adílton,                                                   José Eduardo, Beijoca, Assis e Edimar.





   Sport 1977 - Gilberto, Samuel, Nelsinho, Marcos, Tovar e Cardoso. 
                         Hamilton Rocha, Edson, Mauro, Beijoca e Darcy



Se a passagem pelo Flamengo foi rápida e com problemas, Beijoca viveu no Bahia uma era de glórias. Com muitas idas e vindas, o ex-atacante sabe que está eternizado no coração dos tricolores. Sua história foi, inclusive, mostrada pelo filme “Bahêa Minha Vida”, que conta a história do clube baiano através dos seus principais ídolos e, principalmente, torcedores. Herói, folclórico, amado. Beijoca sabe que, toda vez que um camisa 9 vestido com as cores do Bahia balançar as redes adversárias, vai ecoar uma velha estrofe na cabeça de quem o viu em campo: “Eu quero ver Beijoca jogando bola, eu quero ver Beijoca bola jogar.”
CONFUSÕES
              Poucos jogadores são tão identificados com um clube como Beijoca é com o Bahia. Em três passagens pelo Tricolor, conquistou seis títulos e marcou 106 gols. Mas ficou marcado pelas confusões com adversários, farras, bebedeiras e prisões. No “Arena”, o ex-jogador relembrou um caso que o coloca na lista dos “bad boys” do futebol, quando estava no Flamengo. “Quando eu fui vendido para o Flamengo (em 1979), eu estava em Salvador e ia viajar para o Rio de Janeiro já para encontrar o time do Flamengo e viajar para a Espanha. Disputaríamos o Torneio Ramón de Carranza. E uma semana antes eu me envolvi em um episódio aqui em Salvador e fui preso aqui na área da Montanha, que é uma área de prostituição.
              Aí pegamos um vôo Rio-Madri, direto. Eu nem conhecia direito os jogadores, a comissão técnica, e eu comecei a beber no avião. Passava aquelas aeromoças bonitas. E aí, se não me engano, o Cláudio Adão virou e disse: “Essa loira é muito bonita, você tem coragem de passar a mão na perna dela?” Não só peguei na perna, como peguei nas nádegas dela. E aí foi um reboliço – prosseguiu Beijoca, contando a história sobre o maior time da história do Flamengo.
              Em 2010, em entrevista à Revista Placar, Beijoca relatou o problema que enfrentou em sua carreira por conta do alcoolismo. Em 1976, jogando pelo Bahia, na final do Campeonato Baiano contra o Vitória, Beijoca chegou às 4:00hs da madrugada na concentração, alcoolizado. Deram um banho nele, comida e glicose. Beijoca acordou no ônibus, a caminho do estádio e no caminho pediu para tomar uma cerveja. Entrou em campo contra a vontade do treinador, Orlando Fantoni, mas fez o gol da vitória, que deu o título ao Bahia.
MUDANÇA DE VIDA
              Por incrível que pareça, o truculento ex-jogador não é nem sombra daquele homem que cansou de causar confusões inimagináveis dentro de campo. Depois de perder praticamente tudo o que tinha e se ver dominado pelo vício do álcool, Beijoca foi buscar na religião a força para mudar de vida. Tornou-se evangélico e atualmente prega em várias igrejas de Salvador.
              No passado de atleta, o baiano de Salvador sempre foi muito querido pelos torcedores do Bahia, onde começou a carreira nos juvenis do Bahia, onde foi campeão baiano em 1970/71, 1978, 1981/82.
Além do Bahia, ele atuou no São Domingos, Fortaleza, Sport, Flamengo, Catuense, Vitória, Londrina, Leônico, Sergipe, Mogi-Mirim e Guará.
              O ex-artilheiro agora é funcionário das Divisões de Base do Bahia. Em 2004, quando completou 50 anos, foi homenageado pelo Bahia. Entrou em campo com a camisa 9 que o consagrou, antes de uma partida na Fonte Nova, e foi ovacionado pela galera. Em 2008, ele concorreu a vereador de Salvador nas eleições municipais.
              Beijoca virou pastor evangélico, mas não deixou as polêmicas de lado. Recentemente, declarou ao jornal “Lance” que foi mais jogador que Ronaldo, do Real Madrid. “Eu chutava com as duas pernas, era habilidoso, apesar de forte, e fatal nas finalizações, além de ser um exímio cabeceador. Fui, portanto, mais completo e melhor que ele [Ronaldo].
              Beijoca deixou em campo marcas que fizeram dele um atacante único. Irreverente, brigão, polêmico, falastrão, herói e anti-herói. Durante seus mais de 20 anos de carreira, Beijoca foi personagem de histórias que o transformaram em lenda do folclore do futebol.
              Hoje é um homem de fala mansa, olhar sereno: Beijoca é um homem tranquilo. Há 11 anos, o eterno ídolo do Bahia se tornou evangélico. Com a religião, veio o arrependimento por muitos erros cometidos durante a carreira. O ex-atacante não tem vergonha de abrir o coração a cada entrevista e relembrar suas histórias: brigas, dopings, infiltrações, noitadas, e outras situações lamentadas pelo baiano.
              Em toda história do Bahia, poucos jogadores simbolizam tão bem o clube como Jorge Augusto Ferreira Aragão, o Beijoca. Entre muitas idas e vindas, o atacante passou três vezes pelo Tricolor. Em sete anos de clube, Beijoca ganhou seis títulos e marcou 106 gols.

terça-feira, 7 de junho de 2016

ESPORTE CLUBE BAHIA - SALVADOR ( BA )

                ESPORTE CLUBE BAHIA 








No dia 8 de dezembro de 1930, dia de Nossa Senhora da Conceição da Praia, os ex-jogadores do Clube Bahiano de Tênis Carlos Koch, Eugênio Walter (Guarany) Fernando Tude e Júlio Almeida; e Waldemar de Azevedo, ex- Associação Atlética da Bahia, num encontro casual no Cabaré do Jokey, em Salvador, discutem a formação de um novo time de futebol.

O grupo está sem poder praticar o esporte que amam porque as agremiações que defendiam resolveram acabar com os departamentos de futebol no corrente ano.

No dia 12/12, mais de 70 pessoas, a maioria ex-atletas da AAB e do Bahiano, reúnem-se para definir os rumos do novo clube. A assembléia é presidida por Otavio Carvalho e secretariada por Fernando Tude e Aroldo Maia.

Naquela reunião, são definidas as cores da Bahia para o novo clube - uniforme com a camisa branca e o calção azul com uma faixa vermelha na cintura. Otavio Carvalho é nomeado presidente provisoriamente.

O Ano de 1931

O Esporte Clube Bahia é fundado, sob o slogan "Nascido para vencer", no dia 1° de janeiro de 1931, em reunião realizada na casa n° 57 da Rua Carlos Gomes, em Salvador. O grupo de fundadores do Bahia é formado em sua maioria por ex-jogadores da AAB e do Bahiano, sem participação na diretoria dos mesmos, considerados integrantes da "pequena-burguesia" soteropolitana da época. Eram profissionais liberais, funcionarios públicos, jornalistas, micro-empresarios e estudantes. O que confirma a tese de que o Bahia, desde o principio, não era um time de grã-finos e tinha sim mais afinidade com as camadas populares.

O Distintivo

Baseado no distintivo do Corinthians Paulista e valorizando a bandeira do estado, o distintivo do Bahia é desenvolvido por Raimundo Magalhães. Os Estatutos são aprovados e a primeira diretoria oficial é eleita, por aclamação. O médico Waldemar Costa é o primeiro presidente do Bahia.

Em 16/01 são publicados no Diario Oficial da Bahia os estatutos do Tricolor, que passa a existir legalmente.

A primeira vez

No dia 20/02, o Bahia é filiado à Liga Bahiana de Desportos Terrestres, atual Federação Bahiana de Futebol. E, Em 22/02, um domingo, o Bahia realiza seu primeiro treino, no Campo da AAB, na Quinta da Barra, em Salvador.

Primeiro jogo e título

Em 01/03/1931, o Tricolor entra em campo pela primeira vez e confirma o slogan "nascido para vencer". A vitima foi o Ypiranga, por 2 a 0, com gols de Bayma e Guarany. O goleiro Teixeira Gomes ainda defende um pênalti cobrado pelo ypiranguense Hipólito. Válida pelo Torneio Inicio do Estadual, a partida tem apenas 20 minutos de duração. Coube a Bayma, aos dois minutos da etapa inicial, a honra de marcar o primeiro gol com a camisa do Bahia. Fato interessante é que o jogador é sobrinho de Zuza Ferreira, que trouxe o futebol para o Estado. O Bahia jogou com a seguinte formação: - Teixeira Gomes; Leônidas e Gueguê; Milton, Canoa e Gia; Bayma, Guarany, Gambarrota e Pega-Pinto. O técnico é João Barbosa e o arbitro, Francelino de Castro. No mesmo dia 01/03, o Bahia conquista o primeiro titulo de sua história, o Torneio Inicio do Baianão de 1931. A taça vem com uma goleada no segundo jogo do dia, contra o Royal, por 3 a 0. Gols de Guarany (2) e Pega-Pinto.






LEÔNIDAS, ODILON,  TEIXEIRA GOMES, MILTON, LANOA e GIA, RUBINHO, RAUL, GAMBARROTA , GUARANY e BAYAMA. - BAHIA CAMPEÃO DE 1931




- Em 22/03, o Bahia estréia no Estadual. Com gols de Bayma Guarani e Rubem.

- Em abril, Tricolor faz seu primeiro jogo internacional, mas perde para o Sud América, do Uruguai.

- Em 11/10, o Bahia faz seu primeiro jogo intermunicipal, contra o Vitória de Ilhéus e vence por 5 a 4.

- Em 24/10, no primeiro jogo fora do estado, o Tricolor bate o Sergipe por 2 a 0. Um dia depois, 5 a 0 no Guarany/SE. Os dois jogos são em Aracaju.

- Em 25/10, mesmo longe de Salvador e sem precisar entrar em campo, o Bahia conquista o primeiro titulo de Campeão Baiano. A taça vem com a derrota do Botafogo para o Ypiranga, por 2 a 0, que impossibilita o "fogão" de ultrapassar o Tricolor. O Clube comemora o titulo com duas rodadas de antecedência para o fim do Estadual. A Delegação faz a festa em Aracaju mesmo e é acompanhada pela população da cidade, que varou a madrugada contagiada pela alegria tricolor.

- Em 15/11, Bahia entra em campo contra o Ypiranga. Com o titulo garantido, a motivação é não perder no Campo da Graça para sagrar-se Campeão Invicto. Tricolor consegue empate em 2 a 2 aos 33 minutos, com o gol de Milton Bahia e mantém invencibilidade.

CURIOSIDADE
Poucas pessoas sabem, mas o escudo do Bahia foi inspirado no escudo do Corinthians Paulista. A âncora foi retirada e a bandeira de São Paulo foi trocada pela bandeira da Bahia. O preto foi trocado pelo azul e no lugar de S. C. Corinthians Paulista - 1910, foi colocado Esporte Clube Bahia - 1931.


1959 - TAÇA BRASIL - O PRIMEIRO CAMPEÃO BRASILEIRO 


competição nacional foi pioneira e precursora do Campeonato Brasileiro. A conquista credenciou o Bahia como primeiro representante do Brasil na Taça Libertadores da América.

A Taça foi conquistada numa finalíssima histórica, contra o Santos do Rei Pelé, considerado por muitos o melhor time de futebol de todos os tempos, no Maracanã, no dia 29 de março de 1960. O Tricolor venceu por 3 a 1, com gols de Vicente, Léo e Alencar. A partida foi a terceira da fase decisiva. Na primeira, em plena Vila Belmiro, o Tricolor venceu por 3 a 2. Na segunda, na Fonte Nova, o peixe deu o troco – 2 a 0.

No jogo desempate, o Bahia fez 3 a 1, atuando com Nadinho; Nenzinho, Henrique e Beto; Flávio e Vicente; Marito, Alencar, Léo, Mário e Biriba. O Esquadrão de Aço era presidido pelo lendário Osório Villas Boas, um dos dirigentes mais polêmicos e controversos da história tricolor.

No banco de reservas, o comando era de era treinado por Efigênio Bahiense, o Geninho. Ele ficou notime até o segundo jogo contra o Santos. Na finalíssima, no Maracanã, o treinador foi Carlos Volante.

Primeira competição nacional de clubes no país, a Taça Brasil de 1959 foi disputada no sistema mata-mata, reunindo os principais campeões estaduais do ano anterior. Santos, São Paulo, Vasco da Gama, Atlético/PR, Atlético/MG, Grêmio, Sport/PE, Rio Branco/ES, Hercílio Luz/SC, Auto Esporte/PB, ABC/RN, Ceará/CE, CSA e Tuna Luso, além do Bahia, Campeão Baiano de 1958, disputaram o certame.

As primeiras fases foram regionalizadas. Depois de eliminar CSA, Ceará e Sport, o Bahia encarou o Vasco, nas semifinais – dando aos cariocas o mesmo destino dos rivais anteriores.

Na conquista do primeiro Campeonato Nacional realizado pela Confederação Brasileira de Desportos, entidade máxima do futebol na época, o Bahia disputou 14 jogos, venceu nove, empatou dois e perdeu três, marcou 25 gols e sofreu 18. De quebra, o Tricolor fez ainda o artilheiro da competição – Léo, com oito gols.

A base que conquistou a taça foi formada por - Nadinho; Leone e Henrique; Flávio, Vicente e Nenzinho; Marito, Alencar, Léo, Bombeiro (Mário) e Biriba.




Ficha da final - 3° jogo (desempate)
EC BAHIA 3 x 1 SANTOS FC

Data: 29 de março de 1960, no Maracanã, Rio de Janeiro, 21 horas
Arbitragem: Frederico Lopes (RJ), auxiliado por Wilson Lopes de Souza e Ailton Vieira de Moraes.
Expulsões: Getúlio, Formiga, Coutinho e Dorval (Santos); Vicente (Bahia)
Gols: Coutinho aos 27 e Vicente aos 37 minutos do primeiro tempo; Léo aos 47 segundos e Alencar aos 31 minutos do segundo.
Bahia: Nadinho, Beto, Hermínio e Nelsinho; Flávio e Vicente; Marito, Alencar, Léo, Mário e Biriba. Técnico: Carlos Volante.
Santos: Lalá, Getúlio, Mauro e Zé Carlos; Formiga e Zito; Dorval, Mário, Pagão, Coutinho e Pepe. Técnico: Lula.










              



   

           CAMPEÃO BRASILEIRO DE 1988 :


Para chegar ao tão cobiçado título, o Tricolor jogou 29 vezes, venceu 13, empatou quatro e perdeu cinco. O regulamento da competição previa cobrança de pênaltis nos jogos das fases classificatórias que terminassem empatados. Destes, o Bahia venceu quatro e perdeu três. O time fez 33 gols e sofreu 23. O triunfo no tempo normal valia três pontos. Nos pênaltis, dois. O Esquadrão de Aço fez 52 pontos.

O Bahia teve a maior renda da competição e ficou com a segunda melhor media de público, atrás apenas do Flamengo – 26.529 pessoas. O jogo do Tricolor que atraiu mais torcedores foi a semifinal contra o Fluminense, na Fonte Nova, assistida por mais de 110 mil pessoas – a maior platéia do estádio em todos os tempos.

A partir da conquista inédita, o Esquadrão passou a utilizar duas estrelas douradas acima do seu distintivo – alusivas aos títulos da Taça Brasil, em 1959, e do Brasileirão de 1988. O título credenciou o Bahia a disputar sua terceira Taça Libertadores da América.

Foram campeões – os goleiros Ronaldo, Sidmar e Rogério; os laterais Tarantini, Maílson e Edinho; os zagueiros João Marcelo, Claudir, Pereira e Newmar; os meias Paulo Rodrigues, Gil, Bobô, Sales e Zé Carlos; e os atacantes Renato, Osmar, Charles, Marquinhos, Dico e Sandro; além dotécnico Evaristo de Macedo. O clube era presidido à época por Paulo Maracajá.




- Zé Carlos, com nove gols, foi o artilheiro do Bahia no Campeonato. Bobô foi o vice, com sete. Três jogadores do Bahia fizeram parte da Seleção do Brasileiro elaborada pela revista Placar, e ganharam a Bola de Prata – Pereira, Paulo Rodrigues e Bobô. A média do goleiro Ronaldo (7,38) foi maior que a do Bola de Ouro Taffarel (7,37). O arqueiro tricolor só não levou o prêmio máximo porque disputou 11 partidas – uma a menos do que o mínimo exigido pelo regulamento da revista para concorrer ao troféu.



Jogo Final - INTERNACIONAL 0x 0 BAHIA
19/fevereiro/1989 - Local: Beira Rio (Porto Alegre-RS)
Juiz: Dulcídio Wanderley Boschilia (SP)
Público Presente: 79.598 espectadores
Cartão Amarelo: Norberto, João Marcelo e Gil
INTERNACIONAL : Taffarel, Luís Carlos Winck, Norton, Aguirregaray e Casemiro; Norberto, Luís Fernando e Luís Carlos Martins; Maurício (Hêider), Nílson e Edu Lima (Diego Aguirre). Técnico: Abel Braga.
BAHIA : Ronaldo, Tarantini, João Marcelo, Claudir (Newmar) e Paulo Róbson; Paulo Rodrigues, Gil Sergipano, Zé Carlos e Bobô (Osmar); Charles e Marquinhos. Técnico: Evaristo de Macedo.